Eleições EUA 2020: A carta na manga de Trump

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O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (26) a nomeação da juíza Amy Coney Barrett, indicada pelo presidente Donald Trump, para ocupar uma cadeira na Suprema Corte do país.

Apesar de os democratas terem feito oposição feroz à nomeação da jurista conservadora, os companheiros republicanos de Trump têm uma vantagem de 53 a 47 no Senado e alcançaram votos suficientes para confirmar a nomeação. A nomeação foi aprovada por 52 a 48.

Trump pressionou o Senado a confirmar Barrett antes da eleição de 3 de novembro e a aprovação vai criar uma maioria conservadora de 6 a3 no principal órgão judicial dos EUA. Barrett, uma juiz federal de apelações, é a terceira escolha de Trump para o tribunal desde que assumiu o cargo em 2017. Nenhum juiz da entidade havia sido confirmado tão perto de uma eleição presidencial.

Barrett enfrentará, logo de cara, uma avalanche de casos politicamente delicados em seus primeiros dias no cargo, já que o tribunal analisará disputas eleitorais e se prepara para ouvir uma contestação da lei de saúde Obamacare.

O partido democrata e críticos do presidente Trump alegam que a indicação relâmpago de Barrett é uma estratégia para uma eventual contestação na Suprema Corte do processo eleitoral deste ano. Trump tem insistido na narrativa de fraude nos votos pelo correio, no momento em que quase 70 milhões de norte-americanos já votaram dessa maneira.

O caso é que, historicamente, a maioria dos que usam esse meio para o voto é de eleitores do partido democrata. Caso insista na tese de fraude e leve o caso para a suprema corte e esta lhe der ganho de causa, não será nem o voto direto, nem o colégio eleitoral quem decide a eleição, mas o voto de cada estado, o que poderia dar a vitória ao republicano. Uma maioria conservadora na corte pode ser a aposta de Trump para seguir na Casa Branca.

Após ser empossada oficialmente pelo juiz-chefe da Suprema Corte, John Roberts, nesta terça-feira (27), Barrett se une ao tribunal com duas questões eleitorais dos estados cruciais da Carolina do Norte e da Pensilvânia à espera de seu parecer.

Exatamente uma semana após a eleição, a Suprema Corte julga um caso no qual republicanos, incluindo Trump, pedem que o tribunal anule a Lei de Cuidados Acessíveis de 2010, conhecida como Obamacare.

Com informações da Agência Brasil. Foto: Facebook

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