Amazonas

Mesmo com sistema milionário, SSP-AM não consegue impedir ataques em Manaus

Construído para os jogos da Copa do Mundo em Manaus, Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICC-R) custou R$ 68 milhões e é capaz de monitorar todas as atividades na capital, o que não foi suficiente para impedir ataques

Manaus vive desde o último domingo (06/06/21) uma série de ataques em diversos pontos da cidade. A responsabilidade dos crimes tem sido atribuída à facção criminosa Comando Vermelho. Mas apesar de ser uma cidade com mais de 2 milhões de habitantes, 11 mil km² de área territorial e densidade demográfica de 191,45 habitantes por km², a capital do Amazonas possui um forte sistema de vigilância que cobre toda sua extensão territorial há mais de seis anos.

Desde junho de 2014, em virtude da disputa da Copa do Mundo em Manaus, o governo do estado conta com o Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICC-R), a base de onde foram coordenadas todas as operações de segurança do torneio. Foram gastos à época cerca de R$ 68 milhões em investimentos para construção do prédio e em equipamentos.

O CICC-R tem 2.700 metros de área construída, onde se destacam os departamentos de Operações, Gerência de Crise e de Coordenação e Controle Integrados, equipado com uma parede de vídeo, chamada video wall, de 11 metros de largura e composto por 36 telões, e uma central de atendimento com 35 posições com telefones e computadores com internet, de onde os coordenadores da operação podem controlar todas as atividades na capital.

Apesar de todo esse aparato, a SSP-AM não foi capaz de antecipar ou monitorar esses ataques ou mesmo deslocar viaturas da Polícia Militar para os locais da maioria das ocorrências. Questionado sobre o papel da CICC-R nos incidentes, o governo do Amazonas ainda não retornou o contato.

Foto: Governo do Amazonas

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