Covid-19

Em dia de tentativa de censura, Brasil ultrapassa 300 mil mortes por Covid-19

Amazonas confirma mais 1.183 casos e 24 mortes pela doença nas últimas 24 horas

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) confirmou o registro de 1.183 novos casos de Covid-19, totalizando 341.968 casos da doença no estado nesta quarta-feira (24/03). Destes, 157.228 são de Manaus (45,98%) e 184.740 do interior do estado (54,02%).

Óbitos – Foram confirmados mais 24 óbitos, sendo 12 ocorridos no dia 23/03 e 12 foram encerrados por critérios clínicos, elevando para 11.860 o total de mortes (8.356 em Manaus e 3.504 no interior). A Prefeitura de Manaus registrou 40 sepultamentos nesta quarta, sendo 12 declarados como Covid-19.

Internações – Entre os casos confirmados, há 738 pacientes internados, sendo 386 em leitos (74 na rede privada e 312 na rede pública), 344 em UTI (88 na rede privada e 256 na rede pública) e oito em sala vermelha, além de 165 suspeitos. A taxa de ocupação de UTI’s é de 73%, sendo 76% na rede pública e 70% na rede particular.

Vacinação – Dados parciais do Programa Nacional de Imunização (PNI), apontam que 524.469 doses foram aplicadas no Amazonas até esta quarta, sendo 405.700 de primeira dose e 118.769 de segunda dose. Em Manaus foram aplicadas 278.342 doses, sendo 225.988 de primeira e 52.354 de segunda.

Brasil supera marca de 300 mil mortos

O Brasil atingiu nesta quarta-feira (24/03) a marca de 300 mil mortes pela Covid-19. Ao todo, são 300.675 vítimas. O país atualmente é o segundo em número de vítimas em todo o mundo, perdendo apenas para os EUA. Nas últimas semanas, o país lidera o número de mortes diárias pela doença, registrando 1/3 das vítimas diárias. Ao todo, o país chegou a 12.219.433 casos confirmados. Nas últimas 24 horas foram registrados 89.414 novos casos e 1.999 novos óbitos.

Apagão de dados

Não bastasse a triste marca, o Ministério da Saúde alterou o Sistema de Informações de Vigilância de Gripe (Sivep-Gripe), utilizado para o envio de registros de mortes por covid-19 por secretarias estaduais e municipais. A pasta incluiu novos campos para preenchimento, ampliando o número de informações em cada caso de óbito, como CPF ou Cartão Nacional de Saúde (CNS), nacionalidade e imunização de paciente internado.

Em nota conjunta, os conselhos dos Secretários de Saúde (Conass) e dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems) informaram que pediram a reversão temporária da alteração. A medida foi vista pela opinião pública como mais uma tentativa de do governo federal censurar os dados da pandemia.

Em junho de 2020, o Ministério passou a só publicar as mortes ocorridas nas últimas 24 horas pela doença, ignorando os casos que ficaram subnotificados. Foi a partir daí que o Conass e alguns dos órgãos de imprensa do país passaram a publicar boletins diários. Foi preciso intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar a pasta a publicar o número total de óbitos

Com informações da Secretaria de Estado da Comunicação (Semcom). Foto: Alex Pazuello

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