Amazonas

Mesmo com UTI’s lotadas, políticos do Amazonas querem reabertura do comércio

Deputados estaduais usaram a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas nesta quinta-feira (18/02) para defender o retorno das atividades econômicas no estado. No entanto, segundo o último boletim da Fundação de Vigilâcia em Saúde (FVS-AM) mostram que a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva ainda estão em colapso, com mais de 90% de ocupação.

“Já são dez mil desempregados, segundo a Abrasel. São 10 mil trabalhadores sem ter como sustentar suas famílias. Não podemos deixar que esses números continuem aumentando. Devemos ter responsabilidade e cautela quanto à propagação do vírus, mas não podemos deixar nosso povo morrer de fome. Já passou da hora de agir. Precisamos ter cautela e responsabilidade quanto à Covid-19, mas precisamos gradualmente reabrir o comércio”, afirmou Delegado Péricles (PSL – à esquerda).

Mas ele não foi o único. O deputado Felipe Souza (Patriota- centro) comparou números de contaminação pelo novo coronavírus entre os meses de dezembro, janeiro e fevereiro. “Vamos ser realistas, se você olhar o mês de dezembro, sem o lockdown, o número de contaminados é menor”, disparou. Vale ressaltar, no entanto, que o número de mortes por Covid-19 no Amazonas só nos primeiros 40 dias de 2021 foi maior que em todo o ano de 2020.

O vice-presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Josué Neto (Patriota – à direita), defendeu a reabertura das academias que seguem os protocolos de prevenção da Covid-19. “Muitas pessoas são contra as atividades das academias porque avaliam que a atividade física é para estética, quando na verdade a estética é uma consequência da atividade física que tem como prioridade a manutenção da saúde física e mental”, afirmou.

O deputado ignora, por outro lado, o aumento no número de internações pela Covid-19 entre jovens nos últimos meses, justamente o público que mais frequenta academias. Segundo dados da FVS-AM, uma das mudanças no cenário atual da pandemia no estado é o aumento do número de hospitalizações de pessoas com idade entre 20 e 59 anos.

“Em março, abril e maio do ano passado, estávamos no primeiro pico da doença e a maior proporção de internados era quem tinha 60 anos ou mais. Em 2021, os mais internados são, principalmente, os homens mais jovens”, afirmou diretor-presidente da FVS-AM em exercício, Cristiano Fernandes.

Fotos: Dircom/Aleam

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