Cotidiano

85% dos usuários de site de relacionamentos extraconjugal são de direita

Mais da metade dos usuários votaram no atual presidente

A “polarização política” nunca este tão em alta. Para entender melhor as preferências políticas e os hábitos comportamentais relacionados à vida amorosa de seus usuários, a Eveeda, site de relacionamento feito por mulheres e para mulheres casadas que buscam um relacionamento extraconjugal discreto, realizou entrevista com 1.253 usuários brasileiros.

A pesquisa constatou que 77% dos usuários se interessam por política. Do total, 85% consideram-se mais próximos e alinhados com as ideologias de direita. Apenas 15% dos usuários se intitularam eleitores de esquerda. Na pesquisa foram abordados temas como afinidade ideológica, voto para presidente na última eleição, pornografia, prostituição, brinquedos e fantasias sexuais e relacionamentos extraconjugais, sempre correlacionados com as escolhas políticas dos usuários.

Segundo Carla Oliveira*, usuária de Eveeda e autointitulada como uma pessoa “de direita”, existem muitas amarras sociais que, para ela, não fazem sentido. “Eu realmente me considero de direita e me sinto bem, mas existem alguns pontos que não me servem mesmo eu concordando e achando certo. A fidelidade é essencial e correta enquanto o combinado é mútuo, mas na minha vida não se encaixa por uma série de motivos”, afirma.

Mais da metade dos usuários de Eveeda votaram no atual presidente

Apesar de grande diferença na porcentagem de usuários à direita e à esquerda, há uma divisão mais igualitária entre aquele que votaram no atual presidente da república. Assim como Carla*, 54% dos entrevistados afirmaram ter votado no atual chefe de estado. Enquanto isso, os 46% restantes afirmaram que não votaram nele em nenhum dos turnos realizados em 2018.

Outro fato relevante é a quantidade de usuários que afirmaram preferir manter um caso extraconjugal com uma pessoa de preferências política/sociais iguais: cerca de 59% dos entrevistados.

Pornografia e Prostituição

Mais da maioria dos homens e das mulheres entrevistados afirmaram que consomem conteúdos pornográficos. Entre os homens, 82% deles consomem algum tipo de pornografia, enquanto as mulheres representam 61%. Conforme a pesquisa, 81% dos homens de ideologia à direita assistem pornografia diariamente. As mulheres à direita que consomem pornografia são 61%, à esquerda são pouco mais, cerca de 75%.

Conforme aponta a pesquisa, para 82% dos homens se envolver com garotas do ramo da prostituição não é uma opção. Quando analisadas as proporções de homens alinhados com ideologias à direita e homens alinhados com ideologias à esquerda, uma pequena diferença: 22% dos homens à direita contra 11% dos homens à esquerda já tiveram algum tipo de envolvimento com profissionais do sexo. Não houve nenhuma menção afirmativa por parte das mulheres.

Brinquedos e Fantasias sexuais são bem vindos, mas nem tanto

A maioria dos 1.253 usuários de Eveeda ouvidos na pesquisa afirmaram não gostar de brinquedos ou fantasias eróticas: 56% assinalaram negativamente. Quando analisadas as proporções por espectro político, 64% dos entrevistados de direita afirmaram não gostar e 43% dos usuários de esquerda ouvidos pela pesquisa também afirmara não usar.

Relacionamento Extraconjugal no trabalho

Conforme aponta a pesquisa, 29% dos usuários entrevistados já tiveram um relacionamento extraconjugal no ambiente de trabalho, sendo 22% os usuários de direita que tiveram essa experiência e 39% os usuários de esquerda.

Frequência Sexual

Eveeda também perguntou aos seus usuários sobre a frequência sexual com o cônjuge. Todos os dias (0%), poucas vezes por semana (4%), uma vez por semana (15%), poucas vezes por mês (24%), uma vez por mês (22%), menos de uma vez por mês (30%), nunca (5%).

Separação

A pesquisa aponta que os filhos, questões financeiras, pressão religiosa e o amor ao par são os principais pontos que impendem os casais, mesmo aqueles infiéis, de efetuarem a separação:

– No total, razões religiosas (41%), crianças (63%), pressão familiar (32%), razões financeiras (64%), amor ao/a esposo/esposa (72%), não quer ficar sozinho (42%), outros motivos (8%).

– À direita, razões religiosas (57%), crianças (60%), pressão familiar (48%), razões financeiras (54%), amor ao/a esposo/esposa (70%), não quer ficar sozinho (43%), outros motivos (8%).

– À esquerda, razões religiosas (16%), crianças (70%), pressão familiar (21%), razões financeiras (78%), amor ao/a esposo/esposa (75%), não quer ficar sozinho (40%), outros motivos (8%).

*O nome de Carla foi alterado para respeitar a privacidade da fonte

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