Amazonas

Covid-19: números estabilizam no Amazonas, mas letalidade é a maior do país

Consumo de oxigênio ainda pode chegar a dez vezes acima do normal

O Amazonas apresentou redução na taxa de transmissão da Covid-19, segundo balanço epidemiológico apresentado nesta quinta-feira (04/02), pelo diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), Cristiano Fernandes.

De acordo com o levantamento, divulgado durante live transmitida pelas redes sociais do Governo do Estado, os dados apontam tendência de estabilidade, resultado da intensificação das medidas de prevenção e controle do novo coronavírus, previstas em decerto estadual.

“Nós tínhamos, há duas semanas, uma taxa de 1.30, que significa que de cada 100 infectados, no intervalo de uma semana, os mesmos têm poder de transmitir para 130 pessoas. Nós éramos os primeiros e hoje o Amazonas está em 5º no ranking nacional. Esse número reduziu de 1.30 para 1.1. Significa que ainda temos uma alta taxa de transmissão, mas os dados têm mostrado a estabilidade e tendência de redução no número de casos”, ressaltou Cristiano.

Durante a transmissão ao vivo, o governador do Amazonas, Wilson Lima, reforçou a necessidade de se cumprir as medidas restritivas, estabelecidas em conjunto com o Comitê Estadual de Enfrentamento à Covid-19. “Não há outro caminho para quebrar essa cadeia de transmissão, a gente já começa a ver alguns resultados, baixando essa taxa de infecção. Conseguimos, esses dias, perceber uma estabilidade nos números. Eles não estão caindo como nós esperávamos. ”, enfatizou Wilson Lima.

Média móvel de casos e óbitos

O diretor-presidente da FVS-AM, em exercício, destacou que o Amazonas também apresentou queda na média móvel de casos, na capital e interior. “Manaus teve uma redução importante de 19%; e o interior uma redução de 8%. Ou seja, essa força, essa velocidade de transmissão tem caído principalmente no interior (proporcionalmente)”, avaliou Cristiano Fernandes.

Em relação aos óbitos, o Amazonas tem uma taxa de letalidade da Covid-19 elevada – a maior do país, segundo estudo da FVS-AM. No entanto, a média móvel de mortes também apresenta tendência de queda. “Um indicador extremamente importante, a média móvel de óbitos nos últimos 14 dias, nós também temos apresentado uma redução tanto no interior, como na capital. No Amazonas, a média está em torno de 80 óbitos por dia. A capital tem média de 65 óbitos por dia; enquanto o interior, em torno de 20. Então a gente tem tendência à redução de número de óbitos por Covid”, pontuou.

Demanda por oxigênio

Apesar do Ministério da Saúde ter afirmado que o fornecimento de oxigênio ao sistema de saúde do Amazonas estar “equacionado”, a Secretaria de Saúde do Amazonas afirma que a demanda ainda é grande. “Nós ainda não temos produção local para abastecer tudo aquilo que estamos necessitando”, explicou Wilson Lima.

De acordo com o governador, houve um aumento substancial da demanda. “Nós consumíamos 14 mil metros cúbicos por dia e passamos a consumir 86 mil por dia. E com o aumento de casos, segundo nossas estimativas, podemos chegar a consumir 130 mil metros cúbicos por dia”, alertou.

Mais doses de vacinas

O governador aproveitou ainda para anunciar a chegada de um novo lote com mais 100 mil doses de vacina contra a Covid-19 para o Amazonas. “Até o final de semana agora nós iremos receber mais 100 mil doses de vacina. Essas doses serão suficientes para vacinar todos os profissionais da área de saúde, da capital, do interior, da rede pública e também da rede privada. E também, ainda com esse lote, nós iremos conseguir vacinar todos os idosos acima de 70 anos de idade”, afirmou.

Foto: Diego Peres/Secom

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