Brasil

Crescem as suspeitas sobre compras de alimentos do governo Bolsonaro

As suspeitas envolvendo as compras com alimentos do governo Bolsonaro só aumentam. Depois da descoberta do portal Metrópoles, de que foram gastos mais de R$ 1,8 bilhão em alimentos como leite condensado, pizza, refrigerante, chiclete e outros, a descrição do preço dos itens e dos compradores aumentaram ainda mais as suspeitas.

O preço de uma única caixa de leite consensado, por exemplo, é descrito no Portal da Transparência no valor de R$ 162,00, cerca de 34 vezes maior que o preço em qualquer supermercado, mesmo atacadista. Uma unidade de bombom de chocolate tem o valor descrito como R$ 89,00, sendo que um pacote é vendido pela internet no valor de R$ 39,99.

Os problemas não param por aí. Uma das empresas fornecedoras de alimentos, a “Saúde & Vida Comercial de Alimentos Eireli” possui contratos de R$ 37 milhões com o governo de Jair Bolsonaro. No entanto, ao buscar os nomes dos propietários da empresa nas redes sociais, os perfis não sugerem ser pessoas com poder aquisitivo compatível com essa quantia. Ambos, por sinal, têm ligações com as forças armadas.

A padaria Estela Panificadora e Confeitaria Eireli, que realizou a venda milionária de bombons (R$ 8,8 milhões no total) ao governo de Jair Bolsonaro também fechou diversos contratos em 2020 com o Ministério da Defesa, em especial com o Exército e Aeronáutica. A empresa tem como sede uma casa simples na cidade de Campo Largo, Paraná.

Portal da Transparência

Coincidência ou não, o site Portal da Transparência, que divulga os gastos do governo federal, caiu no fim desta terça-feira (26). A Controladoria-Geral da União (CGU) afirmou em nota se tratar de “excesso de acessos”.

Foto: EBC

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