Covid-19: imunidade em pacientes recuperados ainda é uma incógnita

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O Hospital das Clínicas de São Paulo investiga a suspeita de que dois pacientes tenham sido reinfectados pelo novo coronavírus. Segundo a instituição, vinculada à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em ambos os casos as pessoas apresentaram os sintomas e tiveram exames com resultado positivo para o vírus em dois períodos diferentes.Covid-19: imunidade em pacientes recuperados ainda é uma incógnita 1

O hospital destacou, no entanto, que a reinfecção é uma “hipótese ainda pouco provável por não ter sido constatada em nenhum outro caso registrado pela literatura médica internacional”. Por isso estão sendo investigadas outras possibilidades.

De acordo com a nota do hospital, os sintomas e exames com resultados positivos em duas ocasiões podem ter acontecido devido a infecção por um outro vírus em um momento em que havia fragmentos ou vírus inativos causadores da covid-19. Para apurar essa possibilidade, os pacientes estão sendo submetidos a exames para verificar a presença de outros vírus que possam ter causado o reaparecimento dos sintomas.

Pesquisas

A duração da imunidade em pessoas que tiveram o coronavírus ainda está sendo investigada em estudos em todo o mundo. Uma pesquisa chinesa divulgada há cerca de um mês na revista científica Nature Medicine mostrou que os níveis de anticorpos encontrados em pacientes recuperados da covid-19 diminuíram rapidamente dois a três meses após a infecção.

Por outro lado, pesquisas recentes mostram que as chamadas células T podem exercer um papel mais importante do que os anticorpos na nossa resposta ao Sars-CoV-2. Em estudo publicado na quarta (15) na revista Nature, pesquisadores de Cingapura analisaram a resposta dessas células em pessoas que se curaram da Sars, a pandemia de 2003 causada pelo coronavírus Sars-Cov, e em pessoas que se curaram da Covid-19.

Primeiro, observaram nas pessoas curadas da Covid-19 a presença de células T para atacar especificamente o Sars-CoV-2, o que já sugere que as células T exercem um papel importante nessa infecção. Depois, estudaram a resposta de quem havia se curado da Sars. Já se sabia que os anticorpos de quem havia se curado da Sars caíam muito depois de dois a três anos.

Mas ao estudar as células T, cientistas viram que havia uma memória robusta da defesa delas, e que essa memória durava 17 anos — de quando essas pessoas tiveram a Sars, em 2003. E mais: a defesa também tinha uma resposta imune pronta contra o Sars-CoV-2, mostrando uma espécie de imunidade cruzada por meio das células T.

Apesar de todos esses dados, durante a última coletiva de imprensa da sua cúpula diretora, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que ainda não há conclusões a respeito da imunidade para o novo coronavírus.

Com informações e foto da Agência Brasil

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