Brasil

Pior em 3 anos, PIB cresce apenas 1,1% com Bolsonaro

Em 2019, primeiro ano sob o governo Jair Bolsonaro, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu somente 1,1%. É o pior desempenho da economia brasileira nos últimos três anos. O crescimento foi inferior até mesmo aos últimos resultados do governo Michel Temer. Tanto em 2017 quanto em 2018, a alta do PIB foi de 1,3%.

Os dados relativos a 2019, divulgados nesta quarta-feira (4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), confirmam um cenário de semiestagnação econômica. Desde 2013, no primeiro governo Dilma, o PIB brasileiro não cresce ao menos 3%. O PIB per capita variou 0,3%, em termos reais, alcançando R$ 34.533 em 2019.

No ano passado, todos os setores registraram desempenho com avanço de apenas 1,3% na Agropecuária e nos Serviços, além de um crescimento ainda pior na Indústria – de 0,5%. Mesmo atividades industriais que mais cresceram em 2019 – como eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos – não chegaram sequer a 2% de alta.

“São três anos de resultados positivos, mas o PIB ainda não anulou a queda de 2015 e 2016 e está no mesmo patamar do terceiro trimestre de 2013”, analisa Rebeca Palis, coordenadora das Contas Nacionais do IBGE. “A maior contribuição para o avanço do PIB vem do consumo das famílias, que cresceu 1,8%. Pelo lado da oferta, o destaque foi o setor de serviços, que representa dois terços da economia”.

Ela esclarece que a inclusão dos dados do setor externo, que foram enviados com atraso no terceiro trimestre, não teve impacto no resultado do PIB em 2019. “Afetou apenas as exportações, pois o setor externo continuou contribuindo negativamente. Enquanto a demanda interna contribuiu com 1,7% do resultado, o setor externo apresentou queda de 0,5%”, explica Rebeca.

O setor de serviços cresceu 1,3%, puxado por atividades de informação e comunicação (4,1%), atividades imobiliárias (2,3%), comércio (1,8%), outras atividades de serviços (1,3%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,0%) e transporte, armazenagem e correio (0,2%). A atividade de administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,0%) se manteve estagnada no ano.

Na indústria, a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos cresceu 1,9% em relação a 2018, puxada pelo crescimento de 1,6% na construção. Já o destaque negativo ocorreu em indústrias extrativas, com queda de 1,1% no ano. Indústrias de transformação ficaram estáveis em, 0,1%.

“A indústria teve um comportamento diferente em relação a 2018, puxada pelo crescimento na construção, após cinco anos de desempenho negativo. Já a indústria de transformação, que havia crescido mais em 2018, ficou estagnada em 2019”, ressalta Rebeca Palis.

Investimento sobe pouco e poupança cai em 2019

A taxa de investimento no ano de 2019 foi de 15,4% do PIB, apenas 0,2% acima do observado no ano anterior (15,2%). A taxa de poupança foi de 12,2% em 2019 (ante 12,4% em 2018). Entre os componentes da demanda interna, houve avanço no consumo das famílias (1,8%), e na formação bruta de capital fixo, em 2,2%. O consumo do governo recuou 0,4%.

Foto: Eduardo Peret/Agência IBGE Notícias

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