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Como Madonna ajudou a mudar o mundo

No dia 16 de agosto de 1958, em Bay City, Michigan, nos Estados Unidos, Madonna Louise Ciccone veio ao mundo. Na última quinta-feira (16), Madonna completou 60 anos absoluta no trono de rainha da música pop e da mulher mais influente da história da cultura pop.

Filha de um engenheiro com uma dona de casa, Madonna usou da dança para entrar no mundo das artes. No final da década de 1970, a aspirante a pop star já dominava a arte de dançar e integrava bandas de pop rock de pouca expressão. Naquela época, artista tocava guitarra, bateria e ainda cantava. No começo da década de 1980, no entanto, a artista definitivamente fez da música o rumo principal de sua carreira e se lança como cantora.

Desde que estreou com o compacto “Everybody”, em 1982, a eterna “Material Girl” vem se colocando à frente do seu tempo em todos os aspectos, sabendo sempre se moldar às novas tendências. Isso levou suas músicas às pistas de dança do mundo inteiro e aos topos das paradas de hits. E a lista é imensa:  “Holiday”, “Like a Virgin”, “Material Girl”, “Into The Groove”, “Crazy For You”, “Papa Don’t Preach”, “Open Your Heart”, “La Isla Bonita”, “Like a Prayer”, “Express Yourself”, “Vogue”, “Take a Bow”, “Frozen”, “Music”, “Hung Up”, “4 Minutes” e “Celebration”.

O mais impressionante em Madonna é a sua capacidade de falar sobre religião, sensualidade, feminismo, sexualidade, hedonismo e até desventuras da vida de maneira, seja em suas letras, seja em suas atitudes. No auge do conservadorismo americano nos anos 1980, ela comprou guerra com os moralistas religiosos, principalmente os católicos ao protagonizar sensualíssimo clipe de “Like a Prayer” em que ela beija e liberta um Jesus Cristo negro, com direito a cruzes em chamas (símbolo do grupo racista Ku-Klux-Klan). E era apenas o começo…

Em um mundo que ainda encarava a AIDS com muito preconceito, principalmente contra os homossexuais, Madonna fez questão de dialogar exatamente com esse público. A canção Vogue, do álbum trilha sonora do filme Dick Tracy (que ela protagonizou ao lado de Warren Batty, com quem tinha um relacionamento na época) se tornou um dos maiores hinos da comunidade LGBT. Mas o preço da polêmica era a histeria da opinião pública, principalmente a conservadora norte-americana. Mas Madonna não recuou. Pelo contrário.

No mesmo ano, o clipe de “Justify My Love”, canção tirada da coletânea The Immaculate Collection e escrita pelo roqueiro Lenny Kravitz foi considerado sexualmente explícito e proibido pela liberalíssima e descolada MTV.

Com Erotica, de 1992, quinto álbum de estúdio da cantora, Madonna foi enfiou o dedo ainda mais fundo na ferida. Lançado juntamente com o livro “Sex”, onde aparecia em poses sexuais explícitas, Madonna levou para a mídia em horário nobre um dos maiores tabus do planeta até hoje: o prazer sexual da mulher. O escândalo foi grande, mas a cantora fez o mais difícil: sobreviveu às críticas.

Em números, o reinado de Madonna é ainda mais impressionante. Ela já vendeu mais de 300 milhões de discos no mundo inteiro. É reconhecida como a Artista musical feminina mais bem-sucedida de todos os tempos pelo Guinness World Records. De acordo com a Recording Industry Association of America (RIAA), ela é a segunda artista feminina que mais vendeu álbuns nos Estados Unidos, atrás apenas de Barbra Streisand, com 64,5 milhões de discos comercializados.

Em 2008, ela foi introduzida ao hall da fama do Rock and Roll. No mesmo ano, a revista Billboard pôs Madonna na segunda posição, atrás apenas dos Beatles, na lista de maiores artistas de todos os tempos na parada de singles estadunidense, a “Billboard Hot 100”. A frente de nomes como o também lendário Michael Jackson. A artista também é considerada uma das “25 mulheres mais poderosas do século passado” pela revista Time, por ser uma figura influente na música contemporânea.

Os anos passaram, os escândalos pararam. Madonna fez aquilo que se propôs a fazer: expôs os tabus da sociedade e mostrou a força de uma mulher emponderada ao aguentar as críticas defendendo suas ideias e seguindo seu trabalho. Camaleônica, ela nasceu na época dos LP’s, passou pelos CD’s e chegou à era digital sempre adaptada às tecnologias e às tendências musicais da época. Seu diferencial para outras lendas da música é justamente esse: ser aliada do tempo. E seguirá assim.

No topo, inatingível.

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