Cotidiano

Galileu cria petição para levar terraplanistas ao espaço

Depois de quatro séculos da ciência moderna e 60 anos da Era Espacial, o mundo viu ganhar força em pleno ano de 2017 o inacreditável movimento de pessoas que creem que a Terra é plana. Um grande número de “terraplanistas” negam as provas irrefutáveis da esfericidade do nosso planeta.

Em repúdio à ignorância e ao obscurantismo, a Galileu criou uma petição online (disponível aqui) para chamar a atenção de Elon Musk, Jeff Bezos e Richard Branson, os três maiores empresários do ramo espacial da atualidade. A ideia é colher assinaturas suficientes para que os bilionários ofereçam assentos nas suas espaçonaves para terraplanistas, uma vez que seus serviços de turismo espacial devem estar funcionando nos próximos anos.

A ação inusitada faz parte da campanha #lutepelaciência, que a Galileu lançou em sua edição de dezembro, cuja matéria de capa é uma defesa do conhecimento.

“Há dois anos, senão menos, daríamos risada ao pensar em uma reportagem que explicasse que a Terra não é plana, tamanho o absurdo desse questionamento. Hoje temos certeza da necessidade dessa matéria — não só para falarmos de Terra redonda mas também da importância das vacinas, da ameaça real do aquecimento global e do risco de desmanche da nossa produção científica diante de cortes tão severos no orçamento”, diz Giuliana de Toledo, editora-chefe da Galileu.

A teoria absurda de que a Terra é plana está entre as 15 bobagens negacionistas desmontadas pela reportagem, que ganharam força na era da pós-verdade e na atual conjuntura social e política. O repórter André Jorge de Oliveira conversou com alguns dos mais destacados cientistas do Brasil para coletar bons argumentos para refutar esses mitos. Integram a lista o biólogo e paleontólogo Pirula, o imunologista Jorge Kalil, o físico Marcelo Gleiser, a física Marcia Barbosa, o chefe do departamento de Física Aplicada da USP, Paulo Artaxo, e o engenheiro João Oliveira, vice-presidente da ABC (Academia Brasileira de Ciências).

No conteúdo produzido no site e nas redes sociais da Galileu, a hashtag #lutepelaciência acompanhará as matérias relacionadas ao tema.

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