O Amazonas registrou uma melhora geral nas condições de segurança alimentar, tanto nos domicílios quanto entre seus moradores, segundo dados da PNAD Contínua – Segurança Alimentar 2024, divulgada nesta quinta-feira (10/10/2025) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo assim, cerca de 330 mil pessoas ainda vivem em situação de insegurança alimentar grave, o que coloca o estado na segunda posição nacional entre os maiores percentuais de fome.
De acordo com o levantamento, o percentual de domicílios amazonenses com segurança alimentar aumentou de 57,4% em 2023 para 61,1% em 2024, um acréscimo de 3,7 pontos percentuais. A melhora também foi observada entre os moradores, com avanço de 52,8% para 56,9%, representando um ganho de 4,1 pontos percentuais. Em números absolutos, 92 mil pessoas deixaram de viver em insegurança alimentar grave no período.
Números absolutos
A proporção de domicílios com algum nível de insegurança alimentar caiu de 42,6% para 38,9%, uma redução de 3,7 pontos percentuais. No nível mais severo, a insegurança alimentar grave — quando a fome passa a ser uma experiência vivida por todos os moradores do domicílio, incluindo as crianças — recuou de 9,1% para 7,2% nos domicílios e de 10,3% para 8,0% entre os moradores. Apesar da queda, o percentual ainda é superior à média nacional, que passou de 4,1% para 3,2%.
A pesquisa do IBGE também mostrou que a insegurança alimentar leve e moderada diminuíram no Amazonas. A leve, marcada pela preocupação ou incerteza quanto ao acesso a alimentos, caiu de 28,3% para 27,0%. Já a moderada, quando há redução na quantidade de alimentos entre adultos, passou de 8,6% para 8,2%.
Em números absolutos, o grupo de moradores com segurança alimentar passou de 2,1 milhões para 2,3 milhões de pessoas, enquanto a população em domicílios com algum tipo de insegurança alimentar total caiu de 47,2% para 43,1%.
Melhora pelo país
No cenário nacional, a PNAD Contínua apontou uma melhora generalizada na segurança alimentar. O percentual de domicílios com acesso regular e permanente a alimentos de qualidade aumentou de 72,4% em 2023 para 75,8% em 2024. A insegurança alimentar grave, no país, caiu de 4,1% para 3,2%.
Entre as regiões, o Norte ainda apresenta o menor percentual de segurança alimentar, com 62,4%, mesmo após avanço de 2,3 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Já o Sul lidera o ranking, com 86,4% dos domicílios em segurança alimentar.
No recorte estadual, Santa Catarina aparece com o melhor índice do país, atingindo 90,6% dos domicílios com segurança alimentar. O Pará tem o menor percentual, com 55,4%. O Amazonas, embora tenha registrado melhora, continua entre os estados com maiores índices de insegurança alimentar grave, o que reforça a persistência da fome como um dos principais desafios sociais da região.
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