Segundo reportagem do portal Metrópoles, o Governo do Amazonas decidiu nomear em outubro deste ano Lanalbert Nunes Obando, de 43 anos, para o cargo de gerente na Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai), vinculada ao órgão de segurança pública do estado. Ele é irmão de traficante que ajudava a abastecer o mercado ilegal das principais facções do país, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
De acordo com a matéria, ele é irmão do narcotraficante internacional Sérgio Roberto Obando, de 49 anos. Lanalbert foi exonerado na noite desta segunda-feira (11/12) duas horas após o Metrópoles pedir esclarecimentos sobre o caso à pasta. Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP) informou que só soube do parentesco por meio da reportagem.
De acordo com a Polícia Federal (PF), Sérgio Roberto Obando é apontado como integrante de uma organização criminosa que comandava o tráfico transnacional de drogas na região da tríplice fronteira, entre Brasil, Colômbia e Peru. Os entorpecentes ajudavam a abastecer o mercado ilegal das principais facções do país, como o PCC e o CV.
Essa não foi a primeira denúncia grave envolvendo o setor de inteligência do Amazonas. O servidor cuidou de informações sigilosas de investigações policiais e da defesa da população. Vale lembrar que o governo do Amazonas adquiriu o software de monitoramento FirstMile, da empresa Cognyte em julho de 2022, ao custo de R$5,9 milhões.
Em agosto, o ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), general da reserva Carlos Alberto Mansur, foi acusado de manter uma organização criminosa funcionando dentro do próprio órgão de estado. Ele foi exonerado após a Operação Comboio, realizada Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Amazonas (Gaeco-AM) do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e a Polícia Federal do Amazonas (PF).
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