A primeira edição da Pesquisa Genial/Quaest, realizada pela Genial Investimentos e a Quaest, foi divulgada nesta quarta-feira (07/07/21). O levantamento mostra que 31% dos brasileiros não gostariam de ver nem Bolsonaro nem Lula nas eleições presidenciais de 2022, superando a preferência pela reeleição do atual presidente (24%). A pesquisa mostrou ainda que o nome do presidente já está sendo associado aos casos de corrupção envolvendo compra de vacinas contra a Covid-19.
O levantamento também verificou que 44% dos brasileiros avaliam o governo de Jair Bolsonaro de forma negativa, sendo o Nordeste a região com mais avaliações negativas (49%). No entanto, com relação a um possível impeachment do atual presidente, há uma divisão exata: 46% são contra e 46% a favor. A sua administração é reprovada por 57%, enquanto seu comportamento pessoal tem reprovação de 67% dos entrevistados.
Sobre as eleições em 2022, em cinco cenários, Lula aparece à frente de Bolsonaro, oscilando entre 43% e 45% das intenções de voto, enquanto o atual presidente varia entre 28% e 29%. Entre aqueles que pretendem votar em Bolsonaro, o antipetismo e a rejeição a Lula seguem como motivações, somando 14%. No entanto, a rejeição ao próprio presidente se mostrou muito maior, já que 67% dos entrevistados disseram que simplesmente não votarão nele.

Outro dado que chama atenção é a influência da pandemia da Covid-19 no voto. Em uma das perguntas feitas na pesquisa, os entrevistados foram questionados se a morte de algum parente ou conhecido afetaria a escolha dos candidatos e a resposta foi sim. A atuação do presidente Bolsonaro na crise faria 54% dos eleitores entrevistados votarem no ex-presidente Lula.

Indecisos e sem terceira via
Cerca de 57% dos entrevistados se disse indecisa sobre quem votar para presidente em 2022. Embora a maior parte tenha preferência por um nome que não seja Lula e nem Bolsonaro nas eleições presidenciais em 2022, as opções citadas não agradam.
Os nomes citados foram os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Luis Henrique Mandetta (DEM), além dos governadores de São Paulo, João Dória (PSDB) e Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) e dos senadores Rodrigo Pacheco (MDB) e Tasso Jereissati (PSDB) ou possuem grande rejeição ou são desconhecidos do público.
Com relação às expectativas econômicas, 38% estão otimistas e acreditam que haverá uma melhora e que o Brasil vai crescer. Já 56% esperam que o Brasil consiga gerar novos empregos. No entanto, 64% não acreditam que o Brasil vai conseguir controlar o aumento de preços.
Voto impresso
Uma das maiores bandeiras do presidente, o voto impresso aparece com pouca importância na pesquisa da Genial/Quaest. A maioria dos entrevistados, cerca de 61%, simplesmente não está acompanhando a discussão, enquanto apenas 18% deles se mostrou favorável à mudança.
Covaxin
Outro ponto importante na pesquisa é que eleitor passou a associar o governo Bolsonaro a denúncias de corrupção. Sobre o escândalo da Covaxin, 47% dos entrevistados, acredita que o presidente Bolsonaro está envolvido no caso. Sobre a denúncia de que o governo federal cobrou propina para a compra das vacinas da AstraZeneca, 44% dos entrevistados afirmaram não saber da notícia, mas 30% acredita que ela seja verdade.
Metodologia
A pesquisa Genial/Quaest é um projeto com metodologia inédita de acompanhamento da opinião pública brasileira. É a primeira que combina coleta domiciliar com modelagem em pós-estratificação para reduzir as chances de viés de seleção e não resposta.
A pesquisa realizou 1.500 entrevistas domiciliares entre os dias 1º e 4 de julho em 27 unidades da federação brasileira, com nível de confiabilidade de 95%. Além de coletar intenções de voto, a intenção da pesquisa é conhecer atitudes, preferências, hábitos, medos, anseios e percepções políticas do eleitor brasileiro sobre o governo federal e sobre os postulantes ao cargo em 2022.
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