Amazonas

Aleam silencia sobre tragédia de janeiro em Manaus

Quatro meses após o colapso no fornecimento de oxigênio na rede hospitalar de Manaus, não há qualquer investigação ocorrendo na Assebleia Legislativa do Amazonas sobre a tragédia

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado que investiga a condução da Pandemia pelo governo federal continua trazendo mais sobre o papel dos gestores públicos durante a crise. Um dos momentos mais dramáticos foi sem dúvida em janeiro, em Manaus, quando 31 pessoas morreram por asfixia mecânica após colapso no abastecimento de oxigênio.

No entanto, por lei, a competência para apurar a responsabilidade do governo do Estado nesse triste episódio é da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). O problema é que até o momento, quatro meses depois do ocorrido e mesmo com as novas informações que apontam para negligência da Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM), não há sinal de qualquer movimento na Casa.

Os deputados de oposição Wilker Barreto e Dermilson Chagas, ambos do Podemos, protocolaram em março, requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o governo do Estado. Ainda assim, não há qualquer menção ao episódio dos dias 14 e 15 de janeiro, mas sim sobre gastos com os recursos federais e estaduais com a pandemia da Covid-19 no Amazonas.

Os autores da proposta se baseiam nos constantes erros do Governo do Amazonas na condução da pandemia que se aproxima de 13 mil mortes. “A sociedade quer saber, para onde foi o dinheiro federal e estadual dos gastos da Covid? O Governo Federal e do estado gastaram bilhões com a Covid. É notório o descontentamento do povo. Tenho certeza que isso é uma pergunta que paira em todo o Amazonas”, disse o líder da Oposição, Wilker Barreto.

Líder do Podemos na Casa, Dermilson quer total transparência dos secretários e dos coordenadores que estão à frente da saúde. “Objetivo é dar transparência, mostrar para a população o que foi feito com esse recurso, porque morreu tanta gente, onde que o Governo e os secretários erraram. É uma informação essencial, que só deverá vir através da CPI”, afirmou.

Foto: Márcio James/Amazônia Real

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