Amazonas

Amazonas registra 22,3 mil ocorrências feitas pela população LGBTQIA+

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) identificou o registro de 22,3 mil Boletins de Ocorrência (BO) de crimes contra a população LGBTQIA + entre março de 2020 e março de 2021. O levantamento foi possível depois que a pasta atualizou o sistema de Boletins de Ocorrência (B.O.) para permitir o registro de casos nas delegacias de polícia com informação da opção de gênero e nome social.

De acordo com o levantamento, as ocorrências envolvendo gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, transgêneros e bigêneros representaram 9,1% do total de B.Os do período. De março de 2020 a março de 2021, as delegacias totalizaram 243.389 boletins, sendo que em 22.388 a vítima optou por preencher o gênero sexual. Os dados se referem aos dados globais de B.O. e incluem todos os tipos de ocorrência, sendo os envolvidos autores ou vítimas.

“A identificação desse número expressivo é graças ao trabalho realizado pela SSP-AM. Essas informações são cruciais para identificarmos as reclamações através dos boletins. Esses registros serão fundamentais para definirmos no futuro as políticas públicas de combate a LGBTfobia”, explicou o chefe do Departamento de Tecnologia da SSP, delegado Bruno Hitotuzi.

A opção de colocar o nome social e a identificação de gênero foi solicitada pelo Ministério Público. Além de ajudar a polícia a identificar os principais crimes, a mudança visa, também, melhorar o atendimento nas delegacias, pois a vítima pode ser chamada pelo seu nome social.

“Quando fazemos esse levantamento do quantitativo desse público, também verificamos o conteúdo do boletim. Podemos nos aprofundar na ocorrência, conseguimos analisar os detalhes. Temos um cuidado de identificarmos se o registro envolve esse público para podermos contabilizar como LGBT”, disse o chefe do departamento. Entre os crimes mais registrados pela população LGBTQIA + estão os crimes de ameaça, injúria, calúnia e difamação, além de furto, roubo, estelionato e lesão corporal.

Para registrar o boletim, a vítima deve colocar, além do nome social, seu nome civil e informar seu sexo e identidade de gênero. “Na identidade de gênero tem a especificação conhecida nacionalmente como bigeneridade, cisgeneridade, homens trans, mulheres trans e transgênero, e também o nome social que vai ao boletim de ocorrência”, explicou o delegado.

Com informações da Secretaria de Estado da Comunicação (Secom). Foto: EBC

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