Amazonas

Empresários pressionam para reabertura do comércio no Amazonas

Segundo último balanço da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), a taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva (UTI) em todo estado é de 90%, sendo de 98% na rede privada

Em reunião híbrida (virtual e presencial), nesta terça-feira (09/02), na sede do Governo, representantes de shoppings e do comércio apresentaram ao governador Wilson Lima proposta para retomada gradual das atividades do setor. As “sugestões” apresentadas vão ser analisadas pelo Comitê Estadual de Enfrentamento à Covid-19.

O Governo do Amazonas mantém o Decreto Nº 43.377, que estabelece, com ressalvas, o período restrito de circulação de pessoas em espaços e vias públicas, em todos os municípios, das 19h às 6h, no período de 8 a 14 de fevereiro. A entrega em domicílio (delivery) de itens do comércio em geral – incluindo os estabelecimentos que funcionam nos shoppings – está autorizada a funcionar das 8h às 17h.

O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas (FCDL-AM), Ezra Azury Benzion, destacou a importância da interlocução com o governador Wilson Lima nas tratativas do assunto. “Trouxemos uma proposta de flexibilização gradual para o governador e entendemos que esse é um momento delicado, em que temos de medir a questão da saúde e da economia”.

Essa não foi a única categoria a pedir o retorno de atividades. Ainda nesta terça-feira, um grupo de profissionais de educação física do estado do Amazonas fez carreata partindo do Conselho Regional de Educação Física (CREF8) em direção à sede do Governo do Estado do Amazonas, para pedir a liberação das atividades em academias e similares.

O governador Wilson Lima destacou que o Amazonas vem apresentando desaceleração da velocidade de transmissão e uma tendência de estabilização no número de casos novos de Covid-19.

Desaceleração discreta

Apesar da avaliação otimista do governador, de acordo com o último balanço da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), a taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva (UTI) em todo estado é de 90%, sendo de 98% na rede privada. A média de sepultamentos em Manaus, segundo a prefeitura da capital, permanece acima de 100 desde o início de janeiro.

Não bastasse esse cenário, a variante P.1, indentificada em Manaus no início do ano, vem preocupando especialistas no mundo todo. O boletim semanal da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que há fortes indícios de que essa nova versão do novo coronavírus é capaz de escapar da imunidade de quem já teve a Covid-19. Nesta terça-feira (09/02), a FVS-AM confirmou mais dois casos de reinfecção justamente pela P.1.

Situação parecida em dezembro

No dia 23 de dezembro de 2020, o governo tentou decretar a suspensão de serviços não-essenciais em todo o estado, mas uma manifestação que atacou a sede do jornal A Crítica e a própria casa do governador Wilson Lima, que recuou e desistiu da medida. Mais tarde, a justiça do Amazonas acabou determinando o fechamento. Dias depois, com o colapso do sistema de saúde e a morte de pacientes pela falta de oxigênio na rede hospitalar, as manifestações pararam.

Com informações da Secretaria de Estado da Comunicação (Semcom). Foto: Diego Peres/Secom

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