Amazonas

MPAM pede prisão preventiva do prefeito de Manaus, David Almeida

Atualizado às 17h55

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) pediu na tarde desta quarta-feira (27/01) a prisão preventiva do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) e da Secretária de Saúde do Município, Shadia Fraxe. Mais 19 pessoas serão alvo de busca e apreensão por irregularidades no processo de vacinação contra a Covid-19.

Dentre os alvos de busca e apreensão estão o titular da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), Sebastião (Sabá) da Silva Reis, além as médicas Gabrielle Kirk Maddy Lins e Isabelle Kirk Maddy Lins, todos suposto favorecimento na fila das vacinas. A representação criminal foi encaminhada ao desembargador plantonista do Tribunal de Justiça do Amazonas, José Hamilton Saraiva dos Santos.

Completam a lista dos investigados Luiz Cláudio de Lima Cruz, Djalma Pinheiro Pessoa Coelho, Stenio Holanda Alves, Clendson Rufino Ferreira, Bento Martins de Souza, Jane Soares Pereira, Tamyres Kutchma de Albuquerque, Ilcilene de Paula da Silva, Carlos Augusto do Couto Valle Bonfim Borborema, Fernanda Alves Bueno de Oliveira, Manoel Charlete Pereira Júnior, David Louis de Oliveira Dallas Dias, Gabriela Pereira de Aguiar, Tatiana Mota Lotti, Alessandro Silva Pontes, Carla Angelina Lima Ribeiro Frota e Jane Mará Silva de Moraes de Oliveira.

O MPAM acusa o prefeito de falsidade ideológica na contratação de de dez médicos para o cargo de Gerente de Projetos com remuneração de cerca de R$ 9.000,00 (nove mil reais). As médicas Gabrielle e Isabelle Lins foram contratadas dessa forma na véspera do início da vacinação, fato que é visto pelos promotores com “forte impressão de que a corrida para a formalização dos cargos ocorreu exatamente coincidindo com o momento das vacinas“.

No entanto, segundo o órgão, há evidências de que esse grupo de médicos foi favorecido de outras formas pelo novo prefeito. David Almeida também enfrenta acusação de peculato, porque segundo o Minisério Público, a remuneração do cargo de Gerente de Projetos, com carga horária de 24 horas, corresponde a R$ 9.000,00, enquanto o município remunera médicos temporários, com carga horária de 20 horas semanais, em R$ 6.933,96. Dessa maneira, por uma carga de trabalho de 24 horas semanais, o valor a ser pago deveria corresponder, no máximo, a R$ 8.320,76.

Em resposta, o desembargador plantonista do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), José Hamilton Saraiva encaminhou o pedido de prisão e demais providências para o Tribunal Regional Federal da 1.ª Região. Cabe ao órgão federal julgar crimes dessa esfera, uma vez que a CoronaVac, vacina utilizada na imunização dos envolvidos, foi adquirida com recursos da União.

Confira o documento abaixo:

Prefeito se manifesta

Em nota, David Almeida se disse “profundamente indignado com a atuação ilegal e arbitrária de membros do Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Amazonas (MP-AM)”. O prefeito afirmou ainda que ingressará com as medidas cabíveis contra os responsáveis.

David disse ainda que não há o menor indício de desvio de recursos públicos, ato lesivo ao erário ou repercussão criminal e que reitera a confiança no Poder Judiciário, nas instituições e na gestão transparente da cidade de Manaus.

Foto: Semcom

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