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Covid-19 pode causar disfunção erétil, diz estudo

A Covid-19 pode causar problemas de ereção. É o que afirma o estudo “Lidando com a saúde sexual e reprodutiva masculina após o surto de Covid-19” publicado na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos. No material, os autores afirmam que há evidências suficientes de que as consequências da infecção causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) podem se estender à saúde sexual e reprodutiva.

Os pesquisadores responsáveis trabalham com a seguinte hipótese: nos testículos do homem, mais precisamente nos tubos seminíferos (onde os espermatozoides são produzidos), existem as chamadas células de Leydig. Essas células, como diversas partes do corpo, possuem uma proteína chamada ACE2. Vários estudos já demonstraram a relação dessa proteína com os mecanismos de entrada de alguns coronavírus, como o HCoV-NL63, o SARS-CoV e também o novo SARS-CoV-2. Ora, se outras partes do corpo sofrem danos vasculares (cérebro, inclusive) após a infecção, isso também deve ocorrer com a ereção.

Segundo a publicação, dano testicular em Covid-19 pode induzir um estado de hipogonadismo, que é uma doença na qual os testículos (e ovários nas mulheres) não produzem quantidades adequadas de hormônios sexuais. E há boas razões para acreditar nisso, uma vez que já foi comprovada a diminuição de testosterona em pacientes com a doença.

Na publicação, foi analisado o tecido testicular de 12 pacientes com que morreram de Covid-19 e foi constatado justamente que as células de Leydig estavam significativamente reduzidas. Outro relatório recente sobre 31 pacientes (vivos agora) do sexo masculino na Itália identificou que vários deles desenvolveram hipogonadismo após o início da doença.

Ainda não se sabe esse estado de hipogonadismo é permanente ou temporário. Justamente por todas esses elementos, os pesquisadores pedem, na conclusão do trabalho, investigação cuidadosa sobre o problema.


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