Mundo

Covid-19: Moderna anuncia pedido de autorização para uso emergencial da vacina nos EUA e Europa

A Moderna, empresa norte-americana de biotecnologia que usa terapias e vacinas de RNA mensageiro, anunciou nesta segunda-feira (30) que a análise de eficácia primária do estudo de Fase 3 de sua vacina contra a Covid-19 (batizada de mRNA-1273) foi de 94,1%. Com essa informação, a empresa planeja solicitar uma autorização para uso emergencial ao US Food and Drug Administration (FDA), nos EUA, e aprovação condicional do Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

O estudo de Fase 3 inscreveu mais de 30.000 e se baseou na análise de casos confirmados e julgados a partir de duas semanas após a segunda dose da vacina. A eficácia foi demonstrada na primeira análise interina com um total de 95 casos. A análise primária de hoje foi baseada em 196 casos, dos quais 185 casos de Covid-19 foram observados no grupo de placebo contra 11 casos observados no grupo da mRNA-1273, resultando em uma estimativa pontual de eficácia da vacina de 94,1%. A análise observou ainda 30 casos graves, todos no grupo placebo e nenhum no grupo vacinado. Houve uma morte relacionada a Covid-19 no estudo até o momento, que ocorreu no grupo de placebo.

Segundo o comunicado de imprensa, a eficácia foi consistente entre os dados demográficos de idade, raça e etnia e gênero. Os 196 casos Covid-19 incluíram 33 adultos mais velhos (com mais de 65 anos) e 42 participantes identificados como sendo de diversas comunidades (incluindo 29 hispânicos ou latinos, 6 negros ou afro-americanos, 4 asiáticos americanos e 3 participantes multirraciais). A empresa prometeu os dados do estudo para uma publicação revisada por pares.

Outra vantagem desta vacina, segundo especialistas, é seu armazenamento, que ao contrário do composto da Pfizer, pode ser guardada em freezer comum (-20°C) durant seis meses, permanecendo estável em geladeira padrão de 2° a 8° C por 30 dias. Em sua conta no Twitter, o biólogo Átila Iamarino comemorou o resultado. “Para ser claro, os resultados das vacinas não estão se mostrando bons. Estão se mostrando revolucionários. São vacinas caras, demandam construção de infraestrutura, mas fica cada vez mais claro que compensa”, afirmou.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: