Sem categoria

EUA: governo Biden enfim começa a tomar forma

Após pressão de diversos membros do partido republicano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump enfim deu autorização para o início do processo de passagem de poder para a equipe do democrata Joe Biden, eleito no último dia 03. Com a autorização, cedida discretamente nesta segunda-feira (23), as equipes da transição iniciam os trabalhos em Washington na configuração do novo governo.

A situação mudou após os apelos de Biden, ao alertar que o atraso na transição colocaria em risco a segurança nacional ao privar sua equipe de instruções críticas em relação, por exemplo a ameaças de grupos terroristas. A distribuição de vacinas para combater o novo coronavírus também estaria em risco se seus conselheiros não pudessem trabalhar, uma vez que o país não possui um sistema de saúde integrado, nem experiência em vacinação em massa.

Trump demorou mais de duas semanas após a vitória de Biden na eleição e até o momento não fez nenhum comentário sobre o processo. Pelo contrário, continua insistindo na retórica de que as eleições foram fraudadas, mas aos poucos começa a adotar postura mais resiliente. No entanto, as seguidas derrotas judiciais na recontagem de votos na Geórgia diminuíram o ímpeto e os já fracos argumentos do republicano.

Faltando apenas 57 dias para sua posse, Biden já escalou um time de funcionários que vem sendo elogiado por jornalistas do mundo inteiro não apenas pela experiência dos nomes, mas pela diversidade e inclusão da lista. Dos mais importantes, se destacam:

Antony J. Blinken – conselheiro de política externa de longa data, será secretário de Estado.

Linda Thomas-Greenfield, diplomata de carreira, será embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, se aprovada pelo Senado.

Alejandro Mayorkas – secretário adjunto de Segurança Interna de 2013 a 2016. Será secretário do Departamento de Segurança Interna. Se confirmado pelo Senado, Mayorkas se tornaria o primeiro latino a comandar a agência que gerencia as políticas de imigração do país.

Avril D. Haines – vice-diretora da CIA de 2013 a 2015, será diretora de inteligência nacional. Ela seria a primeira mulher a cumprir sua função, mas ainda depende de confirmação do Senado.

John Kerry – ex-secretário de Estado, será enarregado de tratar de mudanças climáticas.

Janet Yellen – ex-chefe do Federal Reserve, será secretária do Tesouro. Não precisa de aprovação do Senado.

A escolha do ex-senador e ex-candidato à presidência John Kerry é um sinal de que a questão climática será elemento chave na administração democrata pelos próximos quatro anos. Ela também joga ainda mais pressão sobre o governo Bolsonaro, que vem sendo alvo de pesadas críticas pelos recordes de queimadas e desmatamento tanto no Pantanal, quanto na Amazônia.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: