Fiocruz vê estabilidade da covid-19 no Amazonas, mas alerta para estação das chuvas

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O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e o Observatório Fiocruz Covid-19 divulgam nesta terça-feira (10/11), a terceira nota técnica sobre o comportamento da epidemia de Covid-19 no Amazonas, tendo como principal indicador a taxa de incidência dos casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com enfoque nas macrorregiões do estado e regionais de saúde, até a quadragésima semana epidemiológica, de acordo com dados do sistema Sivep-gripe da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS).

De acordo com a Fiocruz, há uma tendência de estabilidade do número de casos e de internações hospitalares, que reforçam a necessidade de continuar com as medidas adotadas para impedir contatos efetivos, mas, principalmente, fortalecer a vigilância de casos e de óbitos, aumentar a testagem, monitorar e reforçar a assistência em diferentes níveis da atenção. O órgão também sugeriu aumentar a comunicação junto aos canais de acesso da população sobre a necessidade de continuidade das medidas de proteção individuais e coletivas.

Quanto à sua distribuição espacial, o órgão destacou alguns clusters de maior incidência de casos, tanto de SRAG como de covid-19, nas últimas semanas nas regiões de Manaus, entorno e Alto Rio Negro, Baixo Amazonas, Médio Amazonas, Triângulo e Juruá, destacando-se com maior incidência acumulada os municípios de Japurá, Barreirinha, Fonte Boa, Silves, Canutama, Presidente Figueiredo, Urucará, Manaus, Rio Preto da Eva e Manacapuru, associados principalmente às hidrovias dos Rios Solimões e Amazonas, e dos seus afluentes.

Estação das chuvas

Ainda de acordo com a nota, a Fiocruz alerta que o relaxamento das medidas de contenção no processo de evolução da epidemia determinada pelo SARS-CoV 2 é condição importante para o
aumento dos níveis epidêmicos e, portanto, devem ser monitoradas, de forma a ser feita de maneira criteriosa. O início da estação das chuvas no estado também é motivo para redobrar os cuidados.

“Considerando que o estado do Amazonas, adentra ao período de maior receptividade à circulação de vírus respiratórios, o inverno amazônico, é mandatório ampliar a vigilância laboratorial para suporte à adequação dos serviços de saúde e a atenção aos pacientes portadores de SRAG”, finaliza a nota.

Foto: Semcom-Manaus

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