Taxa de desemprego no Amazonas alcança 18,2% em setembro

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O Amazonas possuía cerca de 301 mil (18,2%) pessoas desocupadas no mês de setembro. Além disso, a população fora da força de trabalho, ou seja, que não estava procurando emprego, ficou estimada em 1,25 milhão de pessoas. Esse número representa 38% da população de todo o estado, estimada atualmente em 4 milhões de pessoas. Os dados estão disponíveis na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) voltadas para a pandemia da Covid-19 divulgada nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com os dados da PNAD COVID19, na população residente, 3,0 milhões tinham 14 anos ou mais de idade, ou seja, estavam em idade de trabalhar. Assim, a população ocupando postos de trabalho era 1,65 milhão, enquanto o número de pessoas fora da força de trabalho ficou estimado em 1,35 milhão.

Com o relaxamento quase total das medidas de isolamento contra a Covid-19 em setembro, a taxa de participação na força de trabalho registrou 55,0%, percentual maior do que o de agosto (53,5%). Mesmo assim, a taxa de desocupação cresceu 0,3 pontos percentuais em relação a agosto, e 6,2 pontos percentuais em relação a maio deste ano. Ou seja, mesmo com a recuperação de postos de trabalho com o fim da quarentena, a desocupação cresceu. O Amazonas é a terceira unidade da federação com a maior taxa de desocupação, só sendo superada pela Bahia (19,6%) e o Maranhão (19,2%).

Perfil do emprego

Em todo estado, havia 1,34 milhão de pessoas ocupadas na semana de referência de setembro, dentre as quais 494 mil (36,6%) eram pessoas que trabalhavam por conta própria, 325 mil (24,1%) pessoas ocupadas no setor privado e com carteira assinada e 146 mil (10,8%) eram militares e servidores estatutários. Em relação ao trabalhador doméstico, a maioria desses eram trabalhadores sem carteira assinada (39 mil pessoas). Além disso, houve o aumento do número de pessoas ocupadas como trabalhador familiar auxiliar de maio (71 mil pessoas) a setembro (109 mil pessoas).

Em relação ao grupamento por atividade, do total de pessoas ocupadas em setembro, no Amazonas (1,34 milhão de pessoas), 272 mil pessoas estavam ocupadas na Administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, 203 mil pessoas ocupadas na Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 201 mil pessoas ocupadas no Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas e 133 mil pessoas na indústria geral; sendo que dentre essas, 114 mil pessoas estavam na indústria de transformação.

Informalidade

Das 1,34 milhão de pessoas ocupadas em setembro no estado, 700 mil pessoas estavam ocupadas na informalidade, superando as 641 mil pessoas ocupadas em maio. Isto significa que mais da metade (51,9%) das pessoas ocupadas no Amazonas estavam trabalhando informalmente.

Auxílio emergencial

Em setembro, 60,9% dos domicílios receberam algum tipo de auxílio emergencial, em razão da pandemia. Este percentual é superior ao de maio, mas é inferior ao percentual de maio, junho, julho e agosto. O rendimento médio proveniente do auxílio emergencial recebido pelos domicílios foi de R$ 957,00, valor inferior ao informado nos meses anteriores a setembro, segundo a pesquisa.

Foto: EBC

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