Brasil

Em Resumo: a política nacional da semana em cinco pontos

Dólares nas nádegas de Senador, embate no Supremo Tribunal Federal e operações suspeitas do exército brasileiro marcaram a semana política do país. Confira o resumo da semana:

Dólares no…

Na última quarta-feira (14), a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Desvid-19, para investigar desvios de aproximadamente R$ 20 milhões em recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, que seriam destinados à Secretaria de Saúde de Roraima para o combate à pandemia de covid-19. O vice-líder do governo no Senado, Chico (DEM-RR) foi um dos alvos da ação e, durante as buscas e apreensões em Boa Vista. Os agentes encontraram dinheiro vivo escondido até nas nádegas do senador. Após o constrangimento, o presidente Jair Bolsonaro pediu o afastamento do senador da função.

Superfaturamento

Reportagem da CNN Brasil levanta mais dúvidas sobre a compra de insumos da para a fabricação de hidroxicloroquina por parte do governo federal. De acordo com a emissora, o Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército (LQFEX) prosseguiu com a compra de insumos para a fabricação de cloroquina mesmo sem ter resposta para diversos questionamentos feitos por seu departamento jurídico sobre o preço inflado do produto. A compra é investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por suposto superfaturamento. Após uma série de estudos ao redor do mundo, o remédio se mostrou ineficaz contra a doença.

Operação de Guerra

Reportagem do jornal O Globo revelou que o Exército Brasileiro gastou R$ 6 milhões em combustível, horas de voo e transporte para simular uma guerra entre Brasil e Venezuela na Amazônia. Denominada de “Operação Amazônia”, a ação envolveu 3.600 militares e foi realizada de 8 a 22 de setembro nas cidades de Manacapuru, Moura e Novo Airão, no Amazonas. O episódio coincide com a visita do secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, a Boa Vista (RR), no dia 18 de setembro. A chegada de Pompeo foi duramente criticada por parlamentares brasileiros por ser vista como manobra eleitoreira em território brasileiro em favor do atual presidente norte-americano, o republicano Donald Trump, que busca a reeleição em novembro e sempre usou a animosidade com os venezuelanos como ferramenta de propaganda.

Caso André do Rap

Por 9 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou na quinta-feira (15) a decisão do presidente da Corte, ministro Luiz Lux, que restabeleceu a ordem de prisão do traficante André Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap. Ele é acusado de tráfico internacional de drogas e de ser um dos líderes do PCC, facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios brasileiros. André do Rap está foragido desde a semana passada.

Batalha entre ministros

O episódio deixou claras as rusgas sobre limitar a atuação dos ministros. A tensão entre magistrados explodiu no final da sessão, quando o ministro Marco Aurélio Mello chamou hoje o presidente Luiz Fux de “censor e autoritário” por suspender a liberação determinada por ele. Ricardo Lewandowski afirmou que a decisão monocrática de Fux, de suspender a decisão do colega, se aprovada, significaria transformar os presidentes dos tribunais em “superministros”, com mais poderes que os demais integrantes da corte. Gilmar Mendes seguiu a mesma linha de raciocínio.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

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