Um artigo publicado nesta segunda-feira (21/09) no MedVrix, site distribui versões de pré-publicação de artigos científicos sobre ciências da saúde, afirma que 66% da população de Manaus já foi infectada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). A publicação ainda ainda precisam ser submetida à revisão por pares.
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), testaram amostras de os anticorpos de pacientes da capital do Amazonas desde o início da pandemia. Com os resultados, puderam analisar a incidência da Covid-19 e verificaram um pico de casos positivos durante os meses de março e abril e uma diminuição lenta de maio a setembro. Em junho, um mês após o pico epidêmico, 44% da população era soropositiva para o SARS-CoV-2, o que equivalia, na verdade, a 52%, após corrigirem a taxa de falso-negativo do teste de anticorpos. A soroprevalência caiu em julho e agosto devido ao declínio dos anticorpos no corpo, um fenômeno já esperado. Depois de corrigir esse dado, os pesquisadores chegaram à conclusão que 66% da população da cidade já teve contato com o patógeno.
O estudo afirma ainda que, embora intervenções não farmacêuticas (distanciamento social, máscaras, isolamento e higiene das mãos), possa ter ajudado a limitar a transmissão do SARS-CoV-2 em Manaus, a taxa de infecção excepcionalmente alta sugere que a imunidade de rebanho desempenhou um papel significativo na determinação do tamanho da epidemia. A publicação, no entanto, deixa claro que ela não deve ser usada para orientar políticas públicas.
Apesar disso, tanto Governo do Estado quanto Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) já confirmaram aumento significativo no número de internações tanto em leitos clínicos quanto em UTI. Se tal índice permanecer em alta, a hipótese de imunidade coletiva pode ser mais uma vez posta em cheque.
Foto: Secretaria de Estado da Comunicação (Secom)
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