Covid-19: o que muda com a confirmação de casos de reinfecção

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Três pacientes (um em Honk Kong, um na Bélgica e outro na Holanda) foram confirmados como casos de reinfecção pelo novo coronavírus. A notícia gerou preocupação e criando dúvidas a respeito da imunidade das pessoas enquanto o mundo luta para domar a pandemia.Covid-19: o que muda com a confirmação de casos de reinfecção 1Covid-19: o que muda com a confirmação de casos de reinfecção 2

A virologista Marion Koopmans, do Instituto Nacional de Saúde Pública da Holanda, informou que o paciente é uma pessoa mais velha, com um sistema imunológico enfraquecido. Ela afirmou que os casos de pessoas que ficaram doentes com o vírus durante um tempo longo e tiveram uma recaída são mais conhecidos. Mas uma verdadeira reinfecção exige testes genéticos na primeira e na segunda infecção para se determinar se as duas formas do vírus diferiram ligeiramente.

Nada de pânico

“Não há motivos para pânico. Na verdade, o que aconteceu é perfeitamente compatível com uma resposta imune protetora, e compatível com o que buscamos em vacinas. O paciente não desenvolveu doença na segunda infecção. Isso quer dizer que provavelmente ficou protegido pela primeira. Isso é aceitável inclusive em uma vacina, temos falado muito que talvez nao tenhamos vacinas esterilizastes – que impedem a transmissão, mas se impedirem a doença, já está muito bom. o mesmo pode ser dizer de imunidade natural”, explicou Natalia Pasternak Taschner, microbiologista e presidente do Instituto Questão de Ciência (IQC), em sua conta do Twitter.

“Não dá pra mudar políticas públicas com base em alguns casos em face do número total de infectados, que passam das dezenas de milhões. A primeira coisa a fazer é determinar se isso é regra ou é exceção. Se for exceção, não preocupa. Mas mesmo se for regra, isso é apenas relativamente preocupante do ponto de vista vacinal. Provavelmente teremos a necessidade de tomar as vacinas regularmente, o que já fazemos com outras”, afirma Eduardo Flores, virologista da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul.

Apesar da confirmação, o virologista não acredita que essa descoberta altere os rumos da pandemia no sentido de termos novas ondas de casos causados por reinfecções. “Como virologista, acredito que essa informação não muda muito a perspectiva de estratégias para controlar a pandemia”, afirma.

Sem casos registrados no Amazonas

Em nota enviada ao Vocativo.com, a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) afirma que até o momento não há casos de reinfecção no Amazonas e que a descoberta não causou nenhuma atualização de protocolo por parte da Organização Mundial de Saúde ou do Ministério da Saúde.

Foto: EBC

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