Rede bolsonarista é alvo de ação do Facebook

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O Facebook removeu uma rede de contas e páginas, tanto na rede social quanto no Instagram, ligadas ao Partido Social Liberal (PSL) e a gabinetes da família Bolsonaro. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (8). Essas contas estavam envolvidas com a criação de perfis falsos e com o que a plataforma classifica como “comportamento inautêntico”, ou seja, quando um grupo de páginas e pessoas atuam em conjunto para enganar outros usuários sobre quem são e o que estão fazendo.

Foram identificadas pessoas associadas ao PSL e a alguns dos funcionários nos gabinetes do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos -RJ), do presidente Jair Bolsonaro, e também de Anderson Moraes e Alana Passos, ambos deputados estaduais pelo PSL no Rio de Janeiro. Alguns dos conteúdos publicados por essa rede foram removidos automaticamente pelo Facebook por terem violado a política interna da rede social, inclusive por discurso de ódio.

Sob fortes críticas

O anúncio é uma resposta às pesadas críticas no mundo inteiro que o dono do Facebook, Mark Zuckerberg, vem recebendo nos últimos meses. A plataforma é acusada de não promover mecanismos de combate ao discurso de ódio e desinformação disseminado em suas páginas. Há inclusive um boicote de centenas de anunciantes liderado por movimentos civis que podem medidas mais contundentes.

No comunicado, a empresa afirmou que “a atividade incluiu a criação de pessoas fictícias fingindo ser repórteres, publicação de conteúdo e gerenciamento de páginas fingindo ser veículos de notícias”. Dentre os conteúdos publicados, estavam notícias e eventos locais, incluindo política e eleições, meme políticos, críticas à oposição, organizações de mídia e jornalistas, e também sobre a pandemia de coronavírus.

Dinheiro público

A ação do Facebook não surpreende. Matéria do jornalista Felipe Moura Brasil, da revista Crusoé revelou vasto conteúdo da rede de militância bolsonarista na internet. Empresários, blogueiros e funcionários públicos estariam atuando em conjunto e de maneira organizada para derrubar funcionários, destruir reputações e promover linchamentos virtuais. A reportagem indica o envolvimento do assessor especial da presidência para Assuntos Internacionais, Filipe Martins, com o grupo. Felipe foi solto no último final de semana, após prisão em inquérito que investiga atos antidemocráticos contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

Foto: Agência Câmara

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