Amazonas

Saída da Petrobrás do Amazonas preocupa autoridades do Estado

A saída da Petrobras do Amazonas, anunciada na última sexta-feira (27) causou preocupação em diversas autoridades locais, por temerem que a venda cause grandes impactos na economia local. Em comunicado, a empresa anunciou a venda da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões de produção terrestre localizadas na bacia de Solimões, que abrangem os municípios de Tefé e Coari.

“É muito grave para o Amazonas uma saída dessas em meio a uma economia enfraquecida pela qual estamos passando”, disse o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, ao analisar as consequências da possível retirada da Petrobras de terras do Amazonas.

“A Petrobras é uma das maiores empresas do Brasil, ou até da América Latina, e não pode sair da região mais fundamental para o país. Acredito que tem de haver um diálogo entre a cúpula da petroleira com a cúpula do governo do Estado, para uma negociação viável para os dois lados”, disse Virgílio.

Já o governador Wilson Lima afirmou que a preocupação do estado com a venda dos campos de petróleo e gás do polo de Urucu, na bacia do rio Solimões, anunciado pela Petrobras, é no sentido de que não haja descontinuidade nos investimentos e produção na reserva, que é uma das mais importantes do país.

“A preocupação que nós temos é a de que não haja descontinuidade da exploração. Estamos pleiteando junto ao Ministério das Minas e Energia o compromisso de que a Petrobrás mantenha os investimentos e a produção durante processo de transição para o novo investidor que vai assumir as operações no campo de Urucu”, afirmou Wilson Lima, ao também ressaltar que a expectativa é que novos investimentos devem tornar a exploração e produção de petróleo e gás no Amazonas mais eficiente.

Em tom mais crítico, o deputado federal e candidato a prefeito de Manaus nas próximas eleições, José Ricardo (PT) atacou o governo federal culpando-o pela decisão. “É lamentável essa decisão. É a política de privatização e entreguismo do Governo Bolsonaro. Que vai repassar a um baixo preço um patrimônio Público que tem gerado muito lucro ao país. E o Amazonas sofrerá graves impactos, pois é a Petrobras é a maior contribuinte de impostos do estado. Além de deixar milhares de trabalhadoras e trabalhadores desempregados”, lamentou.

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