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Mais norte-americanos morreram de Covid-19 do que lutando na Primeira Guerra

O número de mortes causadas pelo novo coronavírus já passou de 120 mil nos Estados Unidos (EUA), de acordo com uma contagem da Reuters nessa segunda-feira (22), e os casos novos aumentaram em vários estados. Agora, mais norte-americanos morreram de covid-19 do que lutando na Primeira Guerra Mundial.

Cerca de 800 morreram por dia, em média, no mês de junho, menos do que o pico de 2 mil diários de abril, segundo um contagem de dados sobre mortes de covid-19 por estado e por condado. O total de casos do novo coronavírus no país supera 2,2 milhões, a cifra mais alta do mundo, seguido pelo do Brasil, que soma mais de 1 milhão de casos. Na Índia, as infecções aumentam também rapidamente.

Depois de semanas de recuo, os casos de coronavírus voltaram a crescer nos EUA. Todos os estados tomaram providências para reativar as economias, e 12 relataram recordes de aumento de casos na semana passada.

No sábado (20), mais de 30 mil casos novos foram relatados, o maior total diário desde 1º de maio, de acordo com a contagem da Reuters. Entre os estados com aumentos recordes está Oklahoma, onde o presidente Donald Trump fez um comício no sábado (20) em uma arena de Tulsa, que não chegou a lotar e na qual só alguns poucos participantes usaram máscaras.

Em comentários que mais tarde sua campanha disse terem sido uma piada, Trump afirmou que pediu às autoridades para diminuir os exames de detecção de covid-19, uma “faca de dois gumes” que leva à descoberta de mais casos.

Especialistas de saúde dizem que a expansão dos exames só explica parte do aumento de casos e que esses são uma ferramenta crucial no combate à disseminação da doença.

Coreia do Sul enfrenta novos surtos

Muitos países que tiveram sucesso no enfrentamento do novo coronavírus estão testemunhando um aumento de casos devido a aglomerações religiosas, de lazer, ou em locais fechados, como clubes noturnos ou dormitórios, desde que relaxaram as restrições, disseram autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) nessa segunda-feira (22).

A Coreia do Sul disse, pela primeira vez, que está às voltas com uma “segunda onda” de infecções nos arredores de Seul, provocada por surtos pequenos, mas persistentes, resultantes de um feriado comemorado em maio. “Qualquer oportunidade que o vírus tiver de se instalar, ele aproveitará”, disse.

Com informações da Agência Brasil. Foto: Facebook / Casa Branca

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