Delegada que se opôs a ação contra bolsonaristas já dirigiu investigação contra Moraes

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Brasília - O Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, durante entrevista coletiva para apresentação do Plano Nacional de Segurança (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A delegada da Polícia Federal Denisse Dias Rosas Ribeiro tentou abortar a operação de busca e apreensão contra apoiadores e deputados bolsonaristas suspeitos de envolvimento em atos antidemocráticos. A ação foi uma ordem do ministro do Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é relator do caso. Denisse alegou “risco desnecessário” à estabilidade das instituições e pediu postergação ou até o cancelamento da ação.

Não é a primeira vez que Denisse entra em rota de colisão com Moraes. Em 2016, a delegada chefiava a chamada Operação Acrônimo, que apreendeu documentos que indicavam o pagamento de pelo menos R$ 4 milhões de uma das empresas investigadas para o escritório de advocacia do então ministro da Justiça do governo Michel Temer, o mesmo Alexandre de Moraes.

Segundo reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo, a JHSF Participações, de São Paulo, teria pago os valores entre 2010 e 2014. O nome do atual ministro do STF, que na época não ocupava cargo público, foi encontrado em uma planilha de um dos principais executivos da JHSF.

Na terça-feira (16), a PF cumpriu 21 mandados de busca e apreensão solicitados pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Entre os alvos, um advogado e um marqueteiro ligados à Aliança pelo Brasil, partido que Jair Bolsonaro (sem partido) tenta criar.

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