Brasil

Ministro fala em fim de quarentena e descarta testes em massa

O ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou nesta quarta-feira (22) que o Governo Federal está preparando uma diretriz com objetivo de servir de guia para cidades e estados nas medidas de flexibilização do distanciamento social contra o coronavírus. De acordo com Teich, essa é uma das prioridades do Ministério da Saúde nesse momento e as orientações devem levar em conta a situação de cada localidade.

“É impossível um país sobreviver um ou um ano e meio parado. O afastamento é uma medida absolutamente natural e lógica na largada, mas ele não pode ser um programa de saída. E isso é o que a gente vai desenhar, nós vamos dar suporte para estados e municípios”.

O Ministério da Saúde ainda está preparando o documento, mas deve entregar essas diretrizes no prazo de uma semana. O ministro afirmou ainda que não serão apontadas regras, uma vez que as realidades regionais e o avanço da doença são diferentes em cada região.

Exemplo

Ainda segundo Teich, o Brasil está entre os países com maior eficiência no combate a Covid-19. “O Brasil hoje é um dos países que melhor performa em relação a Covid-19. Se você analisar os mortos por 1 milhão de pessoas, o número do Brasil é de 8.17. A Alemanha tem 15, a Itália, 135, a Espanha, 255, Reino Unido, 90 e Estados Unidos, 29. O nosso número é um dos melhores”, disse.

O ministro da Saúde, Nelson Teich, destaca ainda que a chegada do general Eduardo Pazuello, para o cargo de secretário-executivo do Ministério da Saúde também vai fortalecer ainda mais a performasse do Brasil em relação a Covid-19. Pazuello não tem experiência na área da saúde.

Testagem em massa

Teich disse ainda que o Brasil não vai adotar como estratégia a testagem de toda a população ou “teste em massa”, já que isso não foi uma realidade nem mesmo em países apontados como referência, como a Coreia do Sul.

“Não tem teste em massa. Se vocês imaginarem a Coreia do Sul, que é uma referência, eles fizeram 11 mil testes por milhão de pessoas. Isso não é teste da população. Isso não é teste em massa. O que você tem que fazer quando você usa o teste é mapear a população de tal forma – isto está sendo feito, já, está acontecendo – para que a tua amostra reflita a população”, disse o ministro.

O ministro usou o exemplo da Itália, que segundo ele fez mais testes que a Coreia do Sul e nem por isso evitou o que chamou de “aquele desastre”. Em nenhum momento da entrevista Teich forneceu dados das suas alegações.

OMS

Na última terça-feira (21), a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, pediu aos países das Américas que acelerem e ampliem a testagem para o coronavírus responsável por causar COVID-19. “Precisamos de uma visão mais clara sobre onde o vírus está circulando e quantas pessoas foram infectadas para guiar nossas ações”, disse.

Em uma coletiva de imprensa virtual, Etienne indicou que “a pandemia continua afetando nossa região e é vital que todos os países adotem ativamente medidas preventivas, enquanto se preparam para mais casos, hospitalizações e mortes”.

Em 20 de abril, foram confirmados 839.119 casos de COVID-19 e 42.686 pessoas morreram devido à doença na região das Américas.

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