Brasil

Filhos de Bolsonaro tentam interromper investigações na justiça

Os filhos do presidente Jair Bolsonaro tentam, a todo custo, paralisar investigações na justiça de crimes que envolvem seus nomes. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que a Corte suspenda a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News.

Documentos fornecidos pelo Facebook à CPI das Fake News indicam a ligação entre o gabinete do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e ataques virtuais contra parlamentares e ex-ministros críticos ao governo do presidente Jair Bolsonaro.

Flávio não teve sorte

Já o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) entrou no último dia 02 de abril com mais dois pedidos de habeas corpus para reanálise da questão do foro privilegiado. O objetivo é tentar paralisar a investigação sobre os crimes de lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa.

No caso do Senador, o ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o habeas corpus, afirmando que as decisões que decretaram a quebra de sigilo do filho mais velho de Jair Bolsonaro foram em amparo em “fortes indícios de materialidade e autoria de crimes; na suposta formação de grande associação criminosa, com alto grau de permanência e estabilidade na ALERJ”, afirmou.

Eduardo tenta se proteger

No caso de Eduardo Bolsonaro, uma liminar da ministra Rosa Weber, do STF concedeu liminar requerida por um secretário parlamentar do deputado, Carlos Eduardo Guimarães, impedindo a divulgação dos dados do Facebook. Guimarães seria o dono das páginas Bolsofeios, tanto no Instagram quanto no próprio Facebook, usando um e-mail de gabinete de Eduardo Bolsonaro (eduardo.gabinetesp@gmail.com).

A partir daí, membros da comissão queriam convocar o assessor para depor, quebrar o sigilo do e-mail dele e o sigilo comunicacional de todo o gabinete de Eduardo Bolsonaro. No entanto, não poderão até a liminar de Rosa ser julgada no plenário do Supremo, que pode mantê-la ou derrubá-la. A CPI, que terminaria em 13 de abril, foi estendida até 24 de outubro. É contra essa prorrogação que Eduardo Bolsonaro foi ao STF, além de tentar anular o depoimento de Joice.

Enquanto recorria ao STF, Eduardo passou adiante no Twitter a informação de que o marido de Joice, o médico Daniel França de Carvalho, tem contrato de 5,7 milhões com o governo do estado do Rio, chefiado por outro ex-bolsonarista, Wilson Witzel. Joice respondeu chamando Eduardo de “vagabundo”, “criminoso, integrante de uma quadrilha de fake news” e prometeu processá-lo.

Fotos: EBC

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: