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Governo do Amazonas é evasivo ao explicar polêmica de respiradores quebrados

Reportagem da última segunda-feira (21) do portal UOL, treze aparelhos respiradores enviados pelo Ministério da Saúde ao Amazonas para atender pacientes com coronavírus estavam com problemas por falta de acessórios essenciais, segundo o Governo do Amazonas.

Segundo reportagem da revista Veja, as falhas só vieram à tona porque foram incluídas em dossiê elaborado pela Casa Civil da Presidência e usada para desgastar o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que foi demitido na última quinta-feira, 16.

Questionada sobre a compra, a Secretaria de Comunicação do Estado enviou nota ao Vocativo.com explicando que a compra de insumos e equipamentos para enfrentamento da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) é uma dificuldade para o Amazonas e para outros estados do Brasil. O governo culpou ainda a elevação de preços por fornecedores dos produtos necessários para o enfrentamento da pandemia.

Os respiradores adquiridos pelo Estado foram aprovados pelos médicos do Hospital Delphina Aziz, referência no tratamento da doença no Amazonas. O Governo do Amazonas age de forma transparente, todos os gastos estão sendo divulgados no portal da transparência e reitera que está a disposição para atender os questionamentos dos órgãos de controle, diz a nota.

Barreiras burocráticas

O Governo do Estado afirmou ainda ter solicitado propostas de fabricantes nacionais para o fornecimento de respiradores, mas o Ministério da Saúde, com base no artigo 3º, VII, Lei n° 13.979/20, requisitou para si bens e serviços por elas produzidos por 180 dias. Outras unidades da federação que tentaram comprar respiradores tiveram os equipamentos confiscados. O Governo do Amazonas diz ter pedido ao Ministério da Saúde autorização para compra de aparelhos nacionais e ainda aguarda resposta.

No momento, a única alternativa seria a compra de respiradores em outros países, diz a nota. Mas fornecedores internacionais estão aceitando, somente, pagamento antecipado. Porém, por lei, o Estado, só pode pagar depois de receber e atestar o produto adquirido.

Foto: Secretaria de Estado da Comunicação (Secom)

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