Brasil

Fundo Eleitoral, em tempos de coronavírus, não tem mais sentido

O chamado fundo eleitoral existe na tentativa de democratizar o acesso às campanhas políticas. No papel, a ideia é até interessante.

A proposta é que, existindo uma fonte em comum pra financiar as campanhas, acabe com a troca de financiamento por favores políticos, também conhecido como “toma lá, da cá”.

Mas como a prática de ocultar valores de campanha (o popular caixa 2) é algo banal no Brasil, a ponto de ser perdoada pelo ministro da Justiça, a eficácia desse fundo é questionável.

Em tempos de tanta informação via internet e com até canais de TV conseguindo manter programação via Home Office, é preciso repensar as campanhas eleitorais.

Até porque no futuro próximo, com a ameaça do coronavírus, caminhadas, comícios, corpo-a-corpo e outras práticas do gênero não podem ser nem imaginadas.

Com programas de edição de vídeo gratuitos, lives em redes sociais, comunicação direta via softwares de vídeoconferência, as campanhas pirotécnicas do passado perdem o sentido. A democratização da política pode e deve vir de outra forma.

Mas, que fique bem claro, repensar o modelo de campanha eleitoral ou até mesmo acabar com o fundo eleitoral não substitui outras medidas fundamentais para o reordenamento tributário do país, mesmo depois da pandemia de coronavírus, como a taxação de lucros e dividendos transações da bolsa de valores e de grandes fortunas.

Foto: EBC

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