Amazonas

Justiça proíbe nova carreata em Manaus marcada para segunda-feira (30)

Atendendo pedido do Ministério Público, o juiz plantonista Flávio Henrique de Freitas, do Tribunal de Justiça do Amazonas, determinou na tarde deste sábado (28), em caráter liminar, que prefeitura e governo estadual tomem medidas para evitar uma carreata prevista para a próxima segunda-feira (30), que pediria a volta das atividades comerciais em todo o Estado.

A carreata é organizada por um grupo denominado “Carreata dos Empresários, Comerciantes, Motoristas de Aplicativos, Profissionais Liberais e todos que precisam que o Brasil volte a funcionar já”, que tem a participação de membros da Câmara de Dirigentes Logistas do Amazonas (CDL-AM) e do superintendente da Suframa, Alfredo Menezes. O grupo inclusive já realizou uma primeira manifestação na tarde desta sexta-feira (27), pelo mesmo trajeto.

Na liminar, o Ministério Público argumentou que “a realização desses movimentos, diante da massa de agentes do setor econômico convocados, poderá gerar, se não impostas as restrições cabíveis ao momento, danos irreversíveis à saúde pública, diante da crise mundial ocasionada pelo coronavírus (covid-19), que já se faz também presente no Estado do Amazonas”, diz o documento.

O órgão lembrou ainda que é crime contra a saúde pública “infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa” (art. 268 do Código Penal).

Na sua decisão, o magistrado determinou que as autoridades do Estado e do Município adotem as medidas necessárias visando à não realização do movimento, com a identificação dos responsáveis pela sua organização, acionamento dos órgãos de segurança, apreensão de veículos e materiais eventualmente utilizados no evento, elaboração de relatório sobre os danos causados, entre outras ações que coíbam o risco de proliferação do covid-19.

Bolsonaro

O movimento surgiu após discurso em rede nacional do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na última segunda-feira (23), que na oportunidade minimizou os perigos da disseminação do covid-19, além de criticar as medidas de isolamento social adotados nos Estados e pediu o retorno às atividades comerciais em todo o Brasil.

A Justiça Federal do Rio de Janeiro proibiu esta sexta-feira (27), o governo federal de adotar medidas contrárias ao isolamento social como forma de prevenção da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Também suspendeu a validade de dois decretos editados pelo presidente que classificaram igrejas e casas lotéricas como serviços essenciais, o que permitia seu funcionamento mesmo com proibições de aglomerações em estados e municípios. A medida tem efeito imediato e vale para todo o Brasil.

Números

O Amazonas tem mais 30 novos casos do novo coronavírus (covid-19), totalizando 111 confirmados. Há ainda 121 casos em investigação como possíveis infectados. O Amazonas registrou no último dia 24, a primeira morte decorrente de complicações causadas pelo convid-19. O paciente era um homem de 49 anos, proveniente do município de Parintins.

Em todo o Brasil, subiu para 3.147 os casos confirmados nesta sexta-feira (27), o que representa aumento de 17,22% em relação ao dia anterior. O número de mortes também aumentou em 19,4%, passando de 77 para 92

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até a última quarta-feira (25) , o total de infecções havia aumentado em 40.712 em relação ao dia anterior, atingindo 414.179 em 199 países e territórios. O número de pessoas infectadas com o novo coronavírus ultrapassou 400 mil em todo o mundo, com a maior quantidade de mortes na Europa.

Já o total de mortes teve um crescimento de 2.202, chegando a 18.440. A Itália registrou a maior quantidade de mortes. O número do governo – 7.503 – é quase o dobro da China. Ante o registro de 5.402 óbitos por covid-19 em Milão, o prefeito da cidade, Giuseppe Sala, desculpou-se por ter apoiado a campanha “Milão não para”, lançada há 1 mês a fim de depreciar os possíveis efeitos da pandemia do novo coronavírus no país.

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