Brasil

Queda das bolsas aponta para recessão mundial, avalia especialista em investimentos

O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, desabou 12,17% hoje (09.03) provocando interrupção das negociações (circuit breaker) com um dia marcado pela tensão generalizada nos mercados globais, após a forte queda do preço do petróleo no mundo.

Neste cenário atual, o Coronavirus já tinha afetado as bolsas mundialmente, mesmo com um índice de mortalidade considerado baixo. “É uma queda muito exagerada visto que temos doenças muito mais graves aqui no Brasil, assim como H1N1 e a dengue”, porém a queda de hoje tirou o foco do vírus que é considerado uma ameaça global e colocou em destaque o impacto da queda do petróleo nas economias mundiais, principalmente as que dependem de crédito, explica Caio Fernandez, consultor de investimentos CVM.

Ele explica que a Arábia Saudita aumentou a produção de petróleo, dando um choque de oferta de commodity e consequentemente fazendo com que o preço do barril despencasse. “Muitas empresas norte-americanas são fortemente correlacionadas com o preço do barril e podem sofrer uma crise de crédito ao dependerem de governos para se financiarem, podendo ser mais um fator para a evolução de uma crise econômica mundial. Esse é o principal ponto que derruba as bolsas em todo o mundo”, explica o consultor.

Cenário Brasil

No caso do Brasil, nossa bolsa de valores é muito alinhada com as bolsas ao redor do mundo, logo uma queda “lá fora” também resulta em uma queda por aqui. A queda de 12,17% hoje foi um alinhamento com as bolsas mundiais, e fez com que fosse acionado o circut break, uma interrupção momentânea das negociações quando existem quedas superiores a 10%. Tal paralisação é totalmente atípica, porém prevista pela bolsa, sendo um fator automático para “forçar” com que investidores entendam o motivo da queda e revejam se a mesma não estaria sendo impulsionada por fatores comportamentais e eufóricos.

Foto: EBC

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