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AM: números mostram a desigualdade de gênero no mercado de trabalho

Levantamento divulgado na manhã desta terça-feira (03) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrou dados sobre a participação das mulheres no mercado de trabalho do Amazonas no quarto e último trimestre de 2019. Os números locais refletem as mesmas desigualdades existentes entre homens e mulheres no país.

Nos cargos de chefia, a cada 10 diretores e gerentes, 4 eram mulheres, mas o rendimento delas foi 29% menor. Em média, eles ganharam R$ 40, por hora, enquanto elas receberam R$29. O rendimento mensal médio
das mulheres com ensino superior foi 38% menor do que o dos homens

Com rendimentos inferiores aos recebidos pelos homens, a contribuição para a previdência das mulheres também é menor, impactando no valor das aposentadorias. Em média, a aposentadoria das mulheres foi 17% menor do que a dos homens.

A taxa de desemprego também é maior entre as mulheres. São cerca de 13,1% entre mulheres completamente desocupadas em comparação aos homens, com 9,2%. Cerca de 37% das mulheres desocupadas estavam procurando emprego há mais de um ano.

Mas a maior discrepância constatada é relacionada às tarefas domésticas. Mulheres gastaram 95% mais tempo em afazeres domésticos do que os homens. Em média, foram 541 horas a mais por ano, equivalente a
68 dias (considerando uma jornada de 8 horas/dia).

Além da discriminação por gênero, a mulher também enfrenta dificuldades para conciliar trabalho e filhos. Das mulheres com filhos na creche, 67% tinham trabalho remunerado. Já entre as mulheres cujos filhos não tiveram acesso à creche, somente 41% estavam trabalhando.

Triste realidade

Infelizmente, o quadro regional reflete a situação da mulher em todo o país. O estudo Estatísticas de Gênero: Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil, divulgado em 2018 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que em relação ao rendimento habitual médio mensal de todos os trabalhos e razão de rendimentos, por sexo, entre 2012 e 2016, as mulheres ganham, em média, 75% do que os homens ganham. Isso significa que as mulheres têm rendimento habitual médio mensal de todos os trabalhos no valor de R$ 1.764, enquanto os homens, R$ 2.306.


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