Brasil

O fedor desse depoimento vai muito além do machismo

Antes de começar, quero deixar claro o meu asco às acusações misóginas e velhacas feitas contra a repórter Patrícia Campos Mello, da Folha de São Paulo. Isso não se discute. Mas é preciso olhar além desse episódio porque há muito mais nesse depoimento que cheira mal.

Depois do que aconteceu domingo, quando um ex-capitão da PM foi morto pela polícia dentro de um sítio de um político do PSL, naquilo que tem todos os sinais de queima de arquivo, alguém duvida da possibilidade desse sujeito ter feito tal declaração sob ameaça de morte? Estamos falando da ação de milícias espalhadas pelo país.

Vamos listar o que precisa ser respondido nessa história:

1) Quem pagou o advogado de Hans Nascimento?

2) Por que motivo, mesmo orientado por um advogado, Hans solta uma calúnia, sem provas, em uma CPMI federal, sabendo que certamente terá sua vida devassada pela Folha e será alvo de pesados processos?

3) Sob quais circunstâncias se deu o tal acordo que o fez voltar atrás no processo contra a empresa de marketing digital Yacows? Tal fato o fez recuar nas declarações dadas à repórter na reportagem de 2018;

4) A quem pertence a Yacows? Será mesmo de propriedade de Lindolfo Antônio Alves Neto e Flávia Alves?

Tirando o lamentável episódio envolvendo a jornalista, o depoimento do ex-funcionário levantou graves acusações, que precisam a todo custo ser apuradas. Nós, da imprensa, mesmo enojados com o ocorrido, devemos ir em frente, mais do que nunca, em busca da apuração dessas acusações.

Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

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