Amazonas

Primeiro dia de trabalhos da Aleam em 2020 tem manifestação de servidores

A bertura dos trabalhos de 2020 da Assembleia Legislativa do Amazonas aconteceu na manhã desta terça-feira (04). Enquanto o governador Wilson Lima (PSC) discursava no plenário, vários sindicatos de servidores públicos do Estado promoviam uma manifestação na entrada do prédio.

Durante a mensagem governamental, Lima garantiu que o Estado fez os ajustes na economia que precisava. “Foram medidas duras, mas necessárias. Não fazemos mais parte da cultura do atraso”, afirmou.

Ainda durante o discurso, Wilson Lima pediu ainda o empenho dos deputados estaduais para aprovar medidas que permitam geração de emprego e renda.

Pólo de Concentrados e Combustíveis

Durante entrevista coletiva na Aleam, Wilson Lima destacou que a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) pode ser tema de uma reunião com o presidente da República, Jair Bolsonaro, esta semana.

“A informação que a gente tem é de que já tem um decreto pronto para que a gente tenha garantido aqui os 8%. A gente vai estar em Brasília amanhã (quarta-feira, 5), coincidentemente eu, o (Alfredo) Menezes (superintendente da Suframa) e o Josué (Neto, presidente da Aleam). Há, inclusive, a possibilidade de fazermos uma reunião com o presidente da República, para que ele possa falar sobre essa questão do IPI dos concentrados”, destacou Wilson Lima.

Lima também comentou sobre a carta destinada ao presidente Jair Bolsonaro, assinada nesta segunda-feira (03/02), por 23 governadores, solicitando que o Governo Federal abra mão de receitas e impostos recolhidos sobre o consumo de combustíveis.

“O que nós defendemos é uma conversa com a presidência e uma discussão profunda, técnica com os nossos secretários de Fazenda, sobre como é que a gente pode fazer essa composição tributária para que, efetivamente o preço do combustível possa baixar, levando em consideração ICMS, PIS/Cofins e Cide, que são tributos do Governo Federal”, pontuou Wilson Lima.

Submissão ao governo

O deputado estadual Serafim Correa (PSB) afirmou em entrevista que espera uma posição mais independente do parlamento em 2020. “O governo precisa entender que não pode enviar um projeto às 08h pedindo que ele seja aprovado às 09h. É preciso diálogo com a casa. Em 2019, esse processo foi muito ruim e espero que melhore”, reclamou.

Crítico ferrenho da política do governo Bolsonaro sobre a Zona Franca de Manaus (ZFM), Serafim faz uma ressalva quanto a participação da bancada federal do Amazonas em Brasília: “nossos senadores precisam manter o mesmo empenho para proteger a Zona Franca. O ministro da economia, Paulo Guedes, é contrário ao modelo”, alertou.

Manifestação

Na entrada da sede da Assembleia Legislativa do Amazonas, sindicatos de servidores públicos da educação, saúde e segurança pública se manifestavam contra o governo com faixas, cartazes e carro de som na avenida Mário Ypiranga. A principal reclamação dos servidores era do tratamento dado pelo governador às carreiras e condições de trabalho, em especial no interior do Estado.

A coordenadora administrativa do Sindicato dos Educadores e Pedagogos de Manaus (Asprom/Sindical), Alessandra Souza, falou sobre os problemas que os servidores têm enfrentado nos últimos meses, responsabilizando o atual mandatário do Estado.

“O servidor vem sendo atacado desde o começo do governo Wilson Lima. Vários direitos foram retirados. Nossa data-base foi congelada, ou seja, não teremos reposição da inflação. Em contrapartida, nossa alíquota previdenciária foi reajustada de 11% para 14%, ou seja, teremos perdas. Nossas progressões também estão suspensas”, afirmou.

Uma das principais reclamações dos manifestantes diz respeito ao vale alimentação proposto pelo governador. “A proposta é que esse benefício seja pago em cartão magnético. Sendo que muitos colegas do interior não terão como utilizar tal cartão, sem contar que, dessa maneira, o servidor perde a liberdade de usar esse dinheiro da maneira que achar melhor”, ponderou.

A superlotação das salas de aula também foi uma das pautas do movimento. “É humanamente impossível uma única professora dar conta de alfabetizar 50 crianças em salas de aula sem a menor estrutura”, lamentou.

Segundo os líderes do protesto, uma reunião entre os sindicatos e representantes do governo estava marcada para marcada para a primeira quinzena de fevereiro, mas ela ainda não tem data para acontecer. A Secretaria de comunicação do Estado não enviou resposta para essas questões até o fechamento desta atualização.

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