Amazonas

Educadores do Amazonas decidem continuar em greve

Após a primeira reunião com todas as entidades representantes dos servidores da educação e o Governo do Amazonas realizada nesta terça-feira (23/04), o acordo ainda parece longe. O governo se comprometeu em estudar as perdas residuais que a categoria afirma ter sofrido nas negociações do ano passado sobre as datas-bases de 2015 a 2018 e garantiu 3,93% da reposição salarial dos últimos 12 meses.

O governador em exercício Carlos Almeida destacou que assim que o Projeto de Lei (PL) que garante a reposição salarial de 2019 for encaminhado à Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), o Governo também voltará a discutir a implementação das progressões verticais e horizontais, que foram apresentadas como propostas alternativas a ganhos reais desde o início das negociações.

A categoria afirma ter sofrido perdas residuais de 2015 a 2018, que não foram pagas nas negociações do ano passado e vão além das datas-bases pagas já pagas. Almeida disse ainda que assim que receber o estudo que deverá vir da categoria, o remeterá à Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) para análise, que será feita em conjunto com representantes dos professores.

Tanto o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) quanto o Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas do Ensino Básico de Manaus (Asprom-Sindical) e o comando de greve da categoria ficaram de levar a proposta para assembleias.

Professores do município rejeitam acordo

Em assembleia realizada nesta quarta-feira (24) o Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Amazonas (Sinteam) rejeitou, por unanimidade, a contraproposta da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), que ofereceu 5% de reajuste salarial e 20% de aumento no vale refeição, que atualmente é de R$ 220. A reunião contou com a presença de aproximadamente 800 pessoas.

A decisão da categoria será comunicada formalmente à prefeitura. O sindicato reivindica 15% de reajuste, entre uma lista de 30 solicitações.

Agora, o Sinteam vai realizar assembleias zonais e definir os encaminhamentos da campanha salarial até o dia 15 de maio, quando acontece a greve nacional da educação e a rede municipal se somará à agenda nacional que vai denunciar o desmonte da educação e a reforma da previdência, entre outras pautas.

Com informações da Secom e Sinteam. Foto: Cláudio Heitor

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