Amazonas

Negociação entre SINTEAM e governo do Estado não avança

Pelo menos 1 mil trabalhadores da educação estiveram no ato público realizado na tarde desta terça-feira (02), na frente da sede do Governo do Estado. A manifestação foi liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (SINTEAM) e tinha como objetivo agendar uma audiência com o governador Wilson Lima. Segundo a presidente do sindicato, Ana Cristina Rodrigues, desde o dia 2 de janeiro há um pedido formal de reunião com Lima. Até hoje, não há data para acontecer.

“Já conversamos com o secretário de Educação, hoje falamos com o vice-governador, subsecretário da Casa Civil e com o chefe da Casa Civil, mas depois de duas horas de conversa não conseguimos marcar a reunião com o governador, nem avançar no percentual. Só nos resta fazer assembleia para consultar a categoria. Nosso interesse é falar com o governador”, disse Ana Cristina. “Amanhã, vamos anunciar em coletiva de imprensa quais nossos próximos passos”, afirmou a presidente do SINTEAM. A categoria pede, entre outras pautas, um reajuste de 15%. O governo ofereceu 3,93%.

Governo alega mãos atadas

O secretário estadual de Educação, Luiz Castro, ressaltou, em entrevista coletiva também na tarde desta terça-feira (02/04), que os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) com pagamento de pessoal impedem que o Estado, que já atingiu limite máximo de gastos com esse fim, conceda percentual maior de reposição salarial. O pagamento das progressões não é vedado pela LRF. Uma comissão de representantes dos servidores foi recebida na sede do Governo hoje e também será recebida pelo governador em exercício, Carlos Almeida Filho, na próxima sexta-feira.

Na semana passada, a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-AM) emitiu uma nota técnica apontando que a evolução dos gastos com pessoal decorrente de reajustes salariais concedidos em 2018, e com escalonamentos previstos para 2019, fez com que as despesas do Estado com esse fim atingissem, em fevereiro deste ano, o percentual de 49,73% da receita corrente líquida (RCL), ultrapassando o limite máximo permitido LRF.

Com informações da Secom e do SINTEAM. Foto: Reprodução / Facebook

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