Brasil Interesse Público

A nova crise do governo Bolsonaro

De acordo com informações publicadas pelo jornal Folha de São Paulo no último domingo (10), o PSL é suspeito de repassar recursos públicos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) a candidaturas de “laranjas”.

Segundo a reportagem, a cúpula do PSL destinou R$ 400 mil para uma candidata-laranja a deputada em Pernambuco, onde mora Luciano Bivar, presidente do Partido Social Liberal (PSL), do presidente Jair Bolsonaro, que era presidido na época pelo atual secretário geral da presidência, Gustavi Bebianno.

A beneficiada foi a candidata Maria de Lourdes Paixão, de 68 anos, que recebeu a quantia na véspera da eleição, dia 03 de outubro de 2018. A estranheza está no fato de que esta quantia é superior a recebida pela deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), que teve mais de 1 milhão, além do próprio Bolsonaro.

Maria de Lourdes obteve apenas 274 votos. Procurada pela reportagem, Lourdes não soube explicar as razões de ter sido escolhida candidata e agraciada com a terceira maior fatia de verba pública do partido de Jair Bolsonaro.

As irregularidades descobertas pela Folha são agora investigadas pela Polícia Federal, Polícia Civil de Pernambuco e Procuradoria Eleitoral Regional. A Folha mostrou laranjas em Pernambuco, mas também em Minas Gerais, operadas pelo atual ministro do Turismo, Álvaro Antônio.

Bate-boca

Gustavo Bebiano afirmou publicamente ter conversado com Bolsonaro sobre a crise, o que gerou um bate-boca via redes sociais entre o presidente, seu filho, o vereador fluminense Carlos Bolsonaro e o próprio Bebiano.

Em uma das publicações, Bolsonaro compartilhou um áudio publicado inicialmente pelo filho no qual desmentiria informação dada por Bebianno de que conversou três vezes com o presidente ontem, em meio a suspeitas de candidaturas laranja no PSL na última eleição.

O presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), se recusou a comentar acusações envolvendo candidaturas do partido ao longo da semana. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, afirmou à GloboNews que não tem intenção de se demitir do cargo após ser desmentido publicamente.

Resposta

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou hoje (14) que as suspeitas de que, nas últimas eleições, o PSL repassou recursos eleitorais a candidatos “laranjas” são investigadas. Segundo ele, a apuração foi determinada pelo presidente da República e disse que as responsabilidades serão definidas.

Em entrevista concedida à TV Record, Bolsonaro disse que apoia a investigação sobre filiados ao PSL, legenda do presidente, por suspeita de terem atuado de forma irregular. O presidente reiterou que é uma “minoria” dentro do partido que está sob suspeita e que a Polícia Federal foi encarregada de acompanhar o caso. “O partido tem de ter consciência. Não são todos, é uma minoria. Logo depois da minha eleição, eu dei carta branca para apurar qualquer tipo de crime de corrupção e lavagem de dinheiro”, disse.

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