Interesse Público

“Peso de coibir e controlar as fake News está na sociedade civil”, diz especialista

As eleições gerais brasileiras de 2018 ficaram marcadas por um novo fenômeno social: as chamadas “fake news”. Não é de hoje que mentiras são divulgadas como verdades, principalmente em momentos de grande agitação social, mas foi com o advento das redes sociais que esse tipo de publicação popularizou-se. Fake news é um termo em inglês e é usado para referir-se a falsas informações divulgadas, principalmente, em redes sociais.

O advogado Douglas de Castro, do Cerqueira Leite Advogados, Pós Doutor de Direito Internacional pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), afirma que a responsabilidade não é apenas do poder público. “Quando se atribui exclusivamente às autoridades a responsabilidade pelas fake News, retira-se do eleitor e da sociedade civil como um todo, a sua responsabilidade em checar a veracidade ou não das informações”.

Castro também comentou sobre uma das principais reclamações feitas pelos eleitores, principalmente nesta reta final de pleito, que são as decisões do TSE quanto ao tema. “O TSE é apenas um dos atores neste processo. O peso de coibir e controlar as fake News está na sociedade civil (algumas iniciativas da mídia vão neste sentido, ou seja, agrupamento de empresas de noticia que checam a veracidade ou não da notícia). Temos o Ministério Pública, as associações de impressa, e outros que estão vigiando, ou seja, temos mais gente interessada em contar a verdade do que espalhar inverdades”.

Entendendo o fenômeno

De acordo com o jurista, a responsabilidade de verificação das fontes de informação possui um custo em termos de investimento de tempo e esforços para confirmar a veracidade da informação, o que muitos não estão dispostos a investir, preferindo acreditar mais em narrativas do que em fatos, vale dizer, preferem adotar a representação como verdade do que buscar a sua essência.

“Aliás, são estas narrativas que são disseminadas e repetidas exaustivamente é que se constituem na chamada pós-verdade, ou seja, algo que se prefere acreditar como se fosse uma profissão de fé ao invés da busca por fatos que possam ser confirmados empiricamente”, pondera.

Como evitar as fake news?

De acordo com o Douglas Castro, a solução é simples, mas exige atenção e disciplina. “Cheque a fonte. Há na Internet muitos sites de grandes grupos jornalísticos que investem milhões e a sua reputação na divulgação de notícias”, explica.

“Assim, se a noticia é confirmada por um destes grupos, seguido pela confirmação de outros igualmente importantes e respeitados, a probabilidade de que a noticia é verdade é grande. Não compartilhe nada antes de checar a veracidade da notícia, ajudando, assim, a quebrar o ciclo das fake news”, orienta.

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