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Pra sempre e sempre, Aretha Franklin

A cantora norte-americana Aretha Franklin, de 76 anos, morreu hoje (16), em casa, em Detroit, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada por Gwendolyn Quinn, empresário da artista.

Chamada de a “rainha do soul” ou “dama do soul”, Aretha Franklin virou ícone da música negra. Era apontada como referência e foi considerada a maior cantora de todos os tempos pela revista Rolling Stones. Talentosa e com uma elevada habilidade artística e vocal, Aretha Franklin também interpretou jazz, rock, blues, pop e ópera.

Começou a cantar ainda na adolescência. Filha de um pastor batista ativista pelos direitos dos negros, ela despontou como cantora de música gospel, mas não demorou muito para aderir ao R&B e à música soul.

Em 1967, Aretha emplacou a faixa “Respect”, o maior sucesso de sua carreira. Mais que uma música, a letra de “Respect” é considerada um manifesto de emponderamento feminino, já que dizia que uma mulher que não iria tolerar abuso de um parceiro.

Com seu timbre Mezzo-Soprano, a artista vociferou para o mundo uma música que realmente lida com a questão do empoderamento feminino. Dentre seus incontáveis hits estão “Think”, “I Say a Little Prayer”, “Until You Come Back to Me”, “Chain of Fools”, “(Sweet, Sweet Baby) Since You’ve Been Gone”, “Call Me”, “Ain’t No Way”, “Don’t Play That Song (for me)”, “Freeway of Love”, entre outros.

Aos 61 anos de carreira, além de ter imortalizado várias canções nas paradas de sucesso, Aretha Franklin faturou 18 prêmios Grammy, incluindo um pelo conjunto da obra. Em 1987, ela se tornou a primeira mulher a conquistar um lugar no “Hall da Fama do Rock and Roll”.

Aretha Franklin influenciou artistas dos mais diversos segmentos e gerações. Os ecos de seu brilhante trabalho podem ser escutados em discos de astros do naipe de Rolling Stones, Stevie Wonder, Rod Stewart, Amy Winehouse e Adele. No começo do ano passado, Aretha anunciou que iria se aposentar. O último show da diva das divas aconteceu na Filadélfia, em setembro de 2017. Segundo ela, a retirada dos palcos seria algo “amargo e doce ao mesmo tempo”, porque a música “é o que fiz toda minha vida”.

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