Cotidiano

Fique atento às principais fake news sobre a vacinação de bebês e crianças

As vacinas infantis são seguras e não causam a doença. Os imunizantes induzem o corpo a produzir os anticorpos necessários para proteção

As notícias falsas, conhecidas como fake news, têm impactado a saúde pública no Brasil. As vacinas que devem ser aplicadas em bebês e crianças, desenvolvidas para salvar vidas e proteger contra doenças potencialmente graves, são constantemente alvo de boatos, amplamente divulgados em portais, redes sociais e aplicativos de conversas.

De acordo com um estudo realizado pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), as notícias falsas se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras; de forma mais aprofundada e abrangente. É preciso estar atento para identificar e não disseminar essas falsas informações. Veja abaixo porque elas NÃO SÃO VERDADE.

  1. AS VACINAS COMBINADAS UTILIZADAS NO PRIMEIRO ANO DE VIDA CAUSAM A DOENÇA

NÃO! As vacinas são produzidas a partir de microorganismos inativados, ou seja, mortos, ou microorganismos enfraquecidos e, por isso, não são capazes de causar a doença em quem toma a injeção. O imunizante é suficiente apenas para te levar a produzir anticorpos e se proteger. Ao espalhar ou acreditar nesse tipo de informação falsa, muitos pais deixam de vacinar seus filhos com as vacinas combinadas, como as hexavalentes, por exemplo, que com uma única injeção protegem as crianças contra seis doenças graves.

  1. BEBÊS VACINADOS PODEM DESENVOLVER AUTISMO

NÃO! A discussão começou no final dos anos 90, nos Estados Unidos, quando um estudo apontando associação entre vacinas pediátricas e autismo foi publicado. Tratava-se de uma fraude, e embora o estudo tenha sido desmentido, mesmo depois de mais de 20 anos, o tema ainda gera alguns boatos. Desde então, muitos estudos demonstraram que tal teoria não tem fundamento. “Os pais podem e devem vacinar seus filhos tranquilamente. Não há evidências que a exposição a substâncias presentes nos imunizantes aumente o risco de as crianças desenvolverem qualquer transtorno do espectro autista”, explica Sheila Homsani, Diretora Médica da Sanofi Pasteur.

  1. AS VACINAS NÃO PASSAM POR TESTES SUFICIENTES

Todas as vacinas passam por um amplo programa de desenvolvimento clínico que contempla inúmeras etapas (fases pré-clínica, I, II e III), em diferentes contextos epidemiológicos para avaliar a segurança e eficácia e assim, posteriormente serem aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As vacinas para crianças e bebês são seguras!

  1. AS VACINAS DA REDE PRIVADA SÃO MAIS SEGURAS DO QUE AS DA REDE PÚBLICA

Ambas são seguras! Mas afinal, qual a diferença entre as vacinas que estão disponíveis na rede pública e nas clínicas particulares? Onde é melhor vacinar? As principais diferenças são referentes às formulações de algumas vacinas e grupos etários a vacinar.

Por exemplo, a vacina pentavalente do Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece proteção contra hepatite B, difteria, tétano, coqueluche e Haemophilus influenzae tipo b (uma bactéria causadora de meningite e pneumonia). A criança que a recebe necessita tomar, simultaneamente, duas picadas, sendo que a segunda a protegerá contra a poliomielite. Já a vacina combinada disponível nas clínicas particulares pode proteger contra as 6 doenças (difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo b, poliomielite e hepatite B) em uma única aplicação. Essas vacinas são chamadas de hexavalentes.

Mas a diferença mais importante está na composição das vacinas. As vacinas do PNI são feitas com bactérias inativadas e inteiras da bactéria causadora da coqueluche. Já a das clínicas privadas são feitas apenas com pequenas porções das bactérias, reduzindo significativamente a ocorrência de possíveis efeitos adversos após a vacinação.

  1. AS CRIANÇAS SEMPRE TÊM REAÇÃO DEPOIS DE TOMAR VACINAS

Não! Os efeitos adversos mais comuns após 24 horas de administração das vacinas para crianças e bebês são, em geral, leves e de rápida resolução, podendo ser locais ou sistêmicos, como vermelhidão e inchaço temporários no local da injeção e febre, variando de criança para criança.

Sugestão de pauta da Sanofi  (companhia biofarmacêutica global com foco em saúde humana)

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