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Desaprovação do governo Bolsonaro chega a 51%, mostra pesquisa da CNT

Maioria dos entrevistados também rejeita flexbilização de armas de fogo e quer auxílio emergencial de R$ 600

Em guerra com a Petrobrás, com o estoque de vacinas contra a Covid-19 acabando e já há dois meses sem o auxílio emergencial, a popularidade do presidente Jair Bolsonaro está caindo. Foi o resultado de uma pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) feito em parceria com o Instituto MDA divulgada nesta segunda-feira (22/02).

Segundo a pesquisa, a avaliação negativa do governo (ruim + péssimo) é de 35,5%, superando a avaliação positiva (ótimo + bom) que é de 32,9%. Esse número representa aumento de 9 pontos percentuais na avaliação negativa do governo Bolsonaro de novembro de 2020 para este mês.

Já a avaliação pessoal de Bolsonaro é ainda pior, com desaprovação de 51,4%, contra aprovação de 43,5%. Dado curioso: apenas 8,15% dos entrevistados consideram o presidente inteligente.

Foram realizadas 2.002 entrevistas presenciais de 18 a 20 de fevereiro de 2021, em 137 municípios de 25 Unidades da Federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Auxílio Emergencial

Dos entrevistados, cerca de 70,2% afirmam que auxílio emergencial deveria ser retomado em 2021 com o mesmo valor, que era de R$ 600,00. Atualmente, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) e do Senado, Rodrigo Pacheco (MDB) articulam o retorno de mais quatro parcelas do benefício, mas no valor de apenas R$ 250,00.

Imprensa

Para 64,7% dos entrevistados, o envolvimento em embates públicos do presidente Jair Bolsonaro com a imprensa é ruim para o país. Para 60,5% deles, Bolsonaro deveria buscar se aproximar mais da imprensa. Ainda na pesquisa, para a maior parte dos entrevistados (25,7%), o veículo de comunicação em que mais confia é a TV Globo, principal alvo do presidente.

Armas

Uma das principais bandeiras do bolsonarismo, a flexibilização de armas de fogo é rejeitada pela maioria dos brasileiros. Dos participantes ouvidos no levantamento, 68,2% dos brasileiros são contra as alterações realizadas na legislação que flexibilizam o uso e a compra de armas de fogo e de munições no brasil. Cerca de 74,2% declaram que não têm posse e não têm interesse em passar a ter. Dos entrevistados, apenas 1,6% têm pedido de posse de arma de fogo em andamento/análise e 20% tem interesse.

Foto: EBC

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