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Parintins: entenda o que fez o preço das passagens explodir

Após dois anos de interrupção devido a pandemia do coronavírus, o Festival Folclórico de Parintins volta a ser realizado em 2022. Mas, o que prometia ser motivo de festa e euforia por parte dos fãs de Garantido e Caprichoso acabou virando preocupação. Isso porque os preços das passagens para ir até a cidade subiram como nunca. Mas afinal, por que isso está acontecendo?

Os preços exorbitantes que estão sendo praticados na compra de passagens aéreas ganhou destaque nacional quando o ex-presidente da escola de samba Mangueira, Ivo Meirelles, publicou uma mensagem nas suas redes sociais denunciado a venda de passagens aéreas no valor de R$ 17 mil.

Em nota enviada ao Vocativo, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) explicou que a precificação das passagens aéreas é um processo é complexo e dinâmico e está intimamente relacionado à demanda, à oferta e à concorrência do setor. Como o festival foi cancelado por dois anos, era esperado alta procura no seu retorno.

Segundo a Anac, os preços oscilam a todo instante em razão de diversos fatores, tais como distância entre a origem e o destino, condições contratuais para remarcação e cancelamento de passagens, antecedência da compra, dia da semana e horário do voo, aeroporto de origem e de destino e ações promocionais. 

Fatores como alta e baixa temporada, sazonalidade também influenciam. Mas o principal componente dessa equação é, sem dúvida, o preço internacional do barril de petróleo e da taxa de câmbio também, que afetam sensivelmente o preço das tarifas aéreas. Atualmente, 1/3 dos custos das companhias aéreas vem do querosene de aviação.

De acordo com a agência, o preço dos bilhetes aéreos é estabelecido pelas companhias aéreas tendo em vista o regime de liberdade tarifária no setor, instituído pelo Governo Federal em 2001 e ratificado por meio da Lei n° 11.182/2005. Cabe à Anac realizar o acompanhamento permanente das tarifas comercializadas – correspondentes aos bilhetes de passagem efetivamente vendidos ao público em geral – pelas empresas em todas as linhas aéreas domésticas de passageiros.

A indefinição do festival por conta da terceira onda da Covid-19 e a sua confirmação em cima da hora também atrapalhou. Ao contrário dos anos anteriores, quando os pacotes de viagem eram vendidos com muita antecedência e era possível fazer promoções, em 2022 eles começaram a ser vendidos apenas três meses antes das apresentações dos bumbás.

“Na aviação, quando você pega um avião do dia pra noite, a curto prazo, você paga uma tarifa que chamamos de ‘cheia’ e ela é realmente muito alta. Esse preço cheio da passagem sempre foi alto, o que ocorria é que as promoções com preços acessíveis pra gerar demanda era mais comum”, explica Athos Henrique Teixeira, professor de agenciamento e transportes no curso de turismo e hotelaria da Univali.

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