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Filho e secretário de Bolsonaro seguem na mira da justiça

A Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília abriu inquérito nesta terça-feira (4) para investigar o chefe da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República), Fabio Wajngarten. A investigação foi aberta a pedido do MPF (Ministério Público Federal) e visa apurar suposta prática de crimes de corrupção passiva, peculato, e advocacia administrativa.

Autor da solicitação, o procurador Frederick Lustosa, da Procuradoria da República no Distrito Federal, teve como base representação de diversos cidadãos. O caso veio à tona a partir de reportagem do jornal Folha de S.Paulo que revelou contratos da empresa FW Comunicação e Marketing, da qual Wajngarten é sócio, com ao menos cinco empresas que recebem recursos direcionados pela Secom, como a Band e a Record.

Em 16 de janeiro, o presidente Jair Bolsonaro saiu em defesa de seu secretário de Comunicação. Disse que Wajngarten “vai continuar” no governo, e que não viu, “até agora”, ilegalidade. Em nota publicada no dia 28 de janeiro, ao saber do pedido do MPF, Wajngarten frisou não haver qualquer relação entre a liberação de verbas publicitárias do governo e os contratos da empresa da qual é sócio.

Flávio Bolsonaro

A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) negou um recurso da defesa do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) e manteve a quebra de sigilo bancário do senador, filho de Jair Bolsonaro, e de pessoas ligadas ao seu gabinete. Na semana passada, o desembargador Antonio Carlos Amado, relator do processo, havia votado a favor do recurso da defesa de Flávio.

Com isso, está mantida a decisão do juiz de primeira instância Flávio Itabaiana que, em abril do ano passado, determinou a quebra dos sigilos do senador e outras 84 pessoas no processo que investiga a suposta prática de “rachadinha” no gabinete de Flávio quando o filho do presidente era deputado estadual.

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