Amazônia

Pobreza e extrema pobreza crescem no Amazonas em 2021

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam piora substancial nos índices de extrema pobreza em 2021 no Amazonas, com um crescimento de 1,8 ponto percentual, que atingiu 14,3% da população em comparação a 2020. O mesmo comportamento foi verificado para a pobreza, que registrou crescimento entre os dois últimos anos da série, chegando a uma proporção de 58,8% dos amazonenses, o que representa aumento de 6,3% em reação a 2020.

Os dados são da Síntese de indicadores sociais – 2022, uma análise das condições de vida da população brasileira, divulgados nesta sexta-feira (02/12/2022), pelo IBGE. A Síntese apresenta dados sobre estrutura econômica e mercado de trabalho; também sobre padrão de vida e distribuição de rendimentos; e, ainda, sobre a saúde da população.

A análise mostra ainda que se não fossem os benefícios de programas sociais governamentais, o quadro da extrema pobreza e da pobreza seria mais grave no Estado. Os extremamente pobres, por exemplo, alcançariam 21,5% da população em 2021. Já os pobres, chegariam a 54,5% dos habitantes do Amazonas.

Em Manaus, a situação da extrema pobreza, embora seja menos acentuada, voltou a subir em 2021, passando de 6,5%, em 2020, para 8,7, em 2021, alcançando em torno de 195 mil pessoas. Já na faixa da pobreza, a capital aumentou 8,1 pontos percentuais em relação a 2020, passando de 30,5% para 38,6%, incluindo mais 192 mil pessoas na linha da pobreza, com rendimento de R$484/mensal.

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