Manaus passou a manhã desta quarta-feira (20/09/2023) encoberta por fumaça. O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), esclarece que imagens de satélites apontam que o problema teve origem nos municípios de Autazes, Careiro e Iranduba, somado à influência dos ventos trazidos pelo Atlântico Sul, o que é um evento anormal para a Amazônia.
“A principal origem dessas fumaças que se concentraram em Manaus foi oriunda da região metropolitana, sendo que a maioria delas é de áreas de várzea, e essas áreas estão experimentando, atualmente, com a descida dos rios e essa seca que temos monitorado, uma característica de pegar fogo nessas vegetações. E o fogo é de maneira quase espontânea com caco de vidro, alguém que joga uma cinza de cigarro, ou alguma coisa que potencializa nesse período seco”, explicou o secretário de estado do meio ambiente, Eduardo Taveira.
O aquecimento no Oceano Pacífico provoca o El Niño, evento climático que desloca as massas de ar quente e inibe a formação de chuva na região. No entanto, está ocorrendo, ao mesmo tempo, um superaquecimento do Oceano Atlântico. Esses dois eventos, ocorrendo ao mesmo tempo, reduzem o fluxo de ventos que vêm do Oceano Atlântico norte (de onde provêm nossos ventos predominantes), e aumentam o fluxo do Atlântico sul. A influência do fenômeno nas queimadas já havia sido explicada pelo Vocativo anteriormente.
Isso significa que os ventos na Região Metropolitana de Manaus estão sendo trazidos do sudeste do estado, área com maior quantidade de focos de calor e queimadas. Eduardo Taveira destaca os esforços do Governo do Estado tanto no monitoramento quanto no combate às queimadas.
Desde o início do verão amazônico, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) teve um aumento expressivo de atendimento de ocorrências de incêndio, que impactam no acúmulo de fumaça nos centros urbanos. Entre 12 de julho e 17 de setembro, foram atendidas 1.193 ocorrências de incêndio, sendo 473 destes casos na capital.
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